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Ebola/Epidemai

Mulheres são as maiores vítimas do vírus Ebola

Em Monrovia, capital da Libéria, uma mulher suspeita de estar contaminada pelo vírus Ebola é levada para o hospital.
Em Monrovia, capital da Libéria, uma mulher suspeita de estar contaminada pelo vírus Ebola é levada para o hospital. Reuters

O vírus Ebola continua a se expandir pela África ocidental. O último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta 2.650 mortos e 5.357 casos de contaminação. Na Libéria, foi constatado que o maior número de vítimas são mulheres, o que vem causando um aumento relevante de órfãos no país.

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Na Libéria, 75% das pessoas afetadas pelo vírus Ebola são mulheres, representando 3/4 da contaminação no território, segundo o ministério de Saúde local. O vírus mata cerca de 50% dos doentes, como constatam os especialistas que trabalham no país.

A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) constatou que entre 55% e 60% das vítimas fatais da epidemia na Libéria, Guiné e Serra Leoa, são mulheres. Apenas na Libéria, cerca de 2.000 crianças ficaram órfãs e acabam sendo rejeitadas e abandonadas, denuncia a instituição.

Em recente entrevista ao jornal americano Washington Post, a primeira-dama de Serra Leoa, Nyama Koroma, explicou que "a maioria dos profissionais de saúde são mulheres e elas estão na primeira linha nesta crise". Observadores também apontam que as mulheres que trabalham em hospitais são, na maioria, enfermeiras ou faxineiras, e não recebem o mesmo apoio nem as mesmas medidas de proteção que a maioria dos médicos, que também são mulheres.

Desigualdade sexual e Ebola

A ministra da Igualdade dos Sexos e do Desenvolvimento da Libéria, Julian Duncan-Cassell, afirma que "são as mulheres que cuidam dos membros da família quando contraem o vírus. Além disso, elas circulam entre Guiné e Serra Leoa para vender seus produtos nos mercados. E quando alguém morre, são elas que preparam o enterro e lavam a pessoa antes de ser enterrada".

O vírus Ebola se transmite pelo contato direto com o sangue, urina, fezes, vômitos, salivas, espermatozóides, suór e secreções vaginais dos contaminados. Os rituais funerários, quando parentes e amigos têm contato direto com o cadáver, têm tido um papel importante na contaminação em massa.

A ONG Human Rights Watch fez um apelo aos governos dos países atingidos pela epidemia, pedindo que levem em conta as mulheres como alvo importante das mensagens de prevenção. Para a organização humanitária, compreender a desigualdade sexual no contexto da epidemia de Ebola é um desafio crucial.

 

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