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Síria/Terrorismo

Segundo dia de ataques aéreos visa posições jihadistas no norte da Síria

Imagens de mísseis de cruzeiro Tomahawk lançados de dois navios da Marinha localizados no Mar Vermelho e no norte do Golfo Pérsico. 23/09/2014
Imagens de mísseis de cruzeiro Tomahawk lançados de dois navios da Marinha localizados no Mar Vermelho e no norte do Golfo Pérsico. 23/09/2014 REUTERS/Abe McNatt/U.S. Navy/Handout

Aviões da coalizão internacional contra o grupo Estado Islâmico bombardeiam pelo segundo dia posições dos terroristas na fronteira da Síria com a Turquia. Os ataques visaram as imediações da cidade de Ain al-Arab. A guerra contra os jihadistas estará no centro dos debates nesta terça-feira (24), na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

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A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos bombardeia desde a noite de terça-feira (23) posições do grupo Estado Islâmico nos arredores da cidade de Ain al-Arab, próxima da fronteira da Síria com a Turquia. Os aviões de guerra decolaram da Turquia, país que não integra ainda a coalizão internacional, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), e bombardeiam rotas de abastecimento do movimento ultrarradical islâmico.

Esses ataques começaram 24 horas após os primeiros bombardeios de Washington e seus aliados árabes contra posições do grupo Estado Islâmico na Síria. Ontem, pelo menos 120 jihadistas morreram nos primeiros ataques aéreos e com mísseis, de acordo com a ONG.

Refugiados curdos e sírios

O grupo Estado Islâmico, que controla regiões na Síria e no Iraque, lançou há uma semana uma ofensiva com o objetivo de controlar Ain al-Arab. A cidade, de maioria curda, permitiria à organização dominar uma parte importante da fronteira entre a Síria e a Turquia.

O cerco dos terroristas a Ain al-Arab já provocou a fuga para a Turquia de 130 mil civis, aponta a ONG.

O combate ao grupo Estado Islâmico será um dos temas centrais da Assembleia Geral da ONU, que começa hoje em Nova York com a participação de 190 líderes mundiais.

Ameaças de atentados nos EUA e Europa

Os Estados Unidos realizaram os ataques na Síria também para desmantelar planos do grupo Khorasan, ligado à rede Al Qaeda, de ataques iminentes contra alvos dos Estados Unidos e da Europa, disse uma autoridade graduada da Casa Branca a jornalistas, na terça-feira.

"Por algum tempo até agora, rastreamos complôs para realizar ataques nos Estados Unidos ou Europa", disse Ben Rhodes, vice-assessor de segurança nacional do presidente Barack Obama.

"Nós acreditamos que os planos eram iminentes, eles haviam planejado realizar ataques fora da Síria", disse Rhodes a jornalistas que viajavam a bordo do avião com o presidente Obama para a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Cinema de horror ao ar livre

O grupo jihadista Estado Islâmico abriu um "cinema" ao ar livre para mostrar os vídeos de suas execuções e aterrorizar os habitantes da cidade de Mossul (norte do Iraque), que está sob o controle da organização extremista desde junho.

O macabro espetáculo começou na semana passada, no meio das florestas situadas nas margens do rio Tigre, o único lugar que as pessoas da cidade têm para descansar da repressão e das tensões causadas pela ocupação do grupo extremista.
 

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