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Futebol/África

Vice-ministra da Libéria está em quarentena devido ao Ebola

Bernice Dahn, vice-ministra da Saúde da Libéria, durante participação em uma cerimônia de abertura de um centro de tratamento contra o Ebola, em Monrovia, no dia 21 de setembro de 2014.
Bernice Dahn, vice-ministra da Saúde da Libéria, durante participação em uma cerimônia de abertura de um centro de tratamento contra o Ebola, em Monrovia, no dia 21 de setembro de 2014. Foto: Reuters/James Giahyue

Bernice Dahn, vice-ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais da Libéria e maior autoridade médica do país, foi colocada em quarentena em Monrovia, após a morte de seu adjunto, vítima do Ebola. A Libéria é o país mais atingido pela febre hemorrágica que atinge vários países da costa ocidental da África desde o final de 2013.

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Segundo fontes locais, o adjunto da vice-ministra morreu na quinta-feira. Bernice Dahn decidiu pelo isolamento por um período de 21 dias, que é a duração máxima de incubação do vírus. Um grupo de profissionais que trabalham no mesmo serviço também foi colocado em quarentena.

Um responsável da OMS na Libéria, que pediu anonimato, informou que na capital do país, cerca de 50 corpos são incinerados diariamente, "sendo que entre 20 e 30% deles não tem o vírus". A estatística indica que diariamente entre 35 e 40 pessoas morrem em Monrovia devido à doença. "Trata-se de uma progressão lenta, e se referem apenas a casos oficialmente registrados. Algumas pessoas continuam enterrando seus próximos clandestinamente, às vezes, até nos jardis de suas casas", afirmou essa fonte.

Um estudo dos Centros de Controle e de Prevenção de doenças nos Estados Unidos estima que apenas 40% dos casos de Ebola são oficialmente declarados na Libéria e na Serra Leoa. A taxa de letalidade da doença atinge aproximidamente 70%, segundo estudo da OMS.

Corredores humanitários

A mobilização se intensifica para conter a epidemia de Ebola. Depois da Costa do Marfim, foi a vez do Senegal abrir um "corredor humanitário" para permitir o acesso das organizações internacionais aos locais mais atingidos pelo vírus.

Esse dois países, no entanto, mantém fechadas suas fronteiras com os países infectados. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a epidemia já deixou mais de 3 mil mortos.

Na França, a ministra da Saúde, Marissol Touraine, informou no domingo (28) que a enfermeira francesa contaminada pelo Ebola na África "está melhor" e seu quadro de saúde é considerado "estável".

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