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Epidemia/Ebola

Libéria confirma presença do Ebola em todas as regiões do país

Mulheres em um centro de isolamento em Monróvia, Libéria, carregam produtos usados para desinfetar as instalações.
Mulheres em um centro de isolamento em Monróvia, Libéria, carregam produtos usados para desinfetar as instalações. REUTERS/James Giahyue

O vírus Ebola se espalhou para todas as regiões da Libéria, país mais atingido pelo vírus e na origem do primeiro caso da doença nos Estados Unidos. A ONU afirmou nesta quinta-feira (3) que a epidemia atual deve ser tratada como prioridade absoluta pelo mundo inteiro.

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A epidemia atual "é a prioridade mais absoluta da comunidade internacional, não apenas para a ONU como para o mundo inteiro", disse hoje, em Monróvia, o chefe da nova missão das Nações Unidas para a luta contra o Ebola (Inmeer, na sigla em inglês), Anthony Banbury, durante uma entrevista coletiva.

"A única maneira de por fim a esta crise é não ter mais nenhum caso para que não haja mais risco de transmissão. Só quando isso acontecer, voltaremos para casa ", acrescentou Banbury.

Refúgio em áreas isoladas

A presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, pediu ajuda da missão da ONU para evitar a propagação do vírus em locais isolados na Libéria, onde vítimas contaminadas pelo vírus estariam se refugiando para evitar os centros urbanos. Segundo a presidente, as 15 províncias do país registram casos da doença.

No último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ebola é responsável pela morte de 3.338 pessoas de um total de 7.178 casos, sendo mais da metade registrados na Libéria. A OMS admite que os novos casos do país foram subestimados. Segundo a agência, ainda faltam 1.500 leitos na Libéria e outros 450 na Serra Leoa, em relação aos que já foram disponibilizados ou estão a caminho.

Na quinta-feira, chegaram ao aeroporto de Freetown os 165 profissionais de saúde prometidos pelo governo de Cuba para ajudar a Serra Leoa a combater o vírus.

EUA: doente teve contato com mais de 100 pessoas

O governo liberiano lamentou que um cidadão do país tenha levado o vírus aos Estados Unidos, "apesar das medidas draconianas de detecção adotadas no aeroporto internacional Roberts", perto de Monróvia. O caso americano, o primeiro fora da África, mostra que a comunidade internacional "tem todo interesse em vencer o Ebola", estimou o ministro da Informação da Libéria, Lewis Brown.

O paciente, identificado como Thomas Eric Duncan, chegou a Dallas (sul dos Estados Unidos) no dia 20 de setembro vindo da Libéria. Como ele não apresentava sintomas da doença, o risco de contágio foi descartado. Duncan foi diagnosticado tardiamente e, na sequência, colocado em quarentena.

As autoridades sanitárias do Texas confirmaram que estão monitorando cerca de 100 pessoas que tiveram contato mais ou menos direto com o homem contaminado pelo Ebola. Quatro membros da família de Thomas Eric Duncan estão confinados dentro de casa, sem poder receber visita, até o dia 19 de outubro, data em que expira o período máximo de incubação do vírus.

O liberiano, de 42 anos, encontra-se em um "estado grave, mas estabilizado", informou o hospital de Dallas onde o paciente está internado. A direção do estabelecimento reconheceu ter cometido um erro ao enviar o paciente para casa quando ele passou pelos serviços de emergência.

Um quarto americano contraiu o Ebola na Libéria e deve ser repatriado aos Estados Unidos. Trata-se de um repórter cinematográfico freelancer que trabalhava para a rede de televisão NBC News.

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