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EBOLA/OMS

Mais de 4 mil pessoas já morreram vítimas do vírus Ebola no mundo

Soldados norte-americanos são treinados para enfrentar a epidemia de Ebola.
Soldados norte-americanos são treinados para enfrentar a epidemia de Ebola. REUTERS/Harrison McClary

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta sexta-feira (10) um novo relatório sobre o avanço da epidemia de Ebola. De acordo com a agência da ONU, pelo menos 4 mil pessoas morreram. O governo marroquino, que acolhe a próxima Copa Africana de Nações de futebol (CAN-2015), pretende mudar a data do evento por causa da doença.

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Segundo o último relatório da OMS, 4.033 pessoas morreram vítimas do Ebola. De acordo com o balanço, que colheu dados até o dia 8 de outubro, pelo menos 8.399 casos de contaminação foram registrados em sete países. A Libéria continua sendo a nação mais atingida, com 2.316 mortos, seguida de Serra Leoa e Guiné.

As Nações Unidas anunciaram que 41 membros de seu pessoal na Libéria foram colocados em quarentena. O governo liberiano proibiu o acesso da imprensa aos centros de tratamento, que sofrem de saturação.

Pânico global

O primeiro caso de contágio fora da África, com a enfermeira Teresa Montero, em Madri, e a morte, na quarta-feira (8), de um paciente liberiano nos Estados Unidos, aumentaram o clima de tensão global e as hospitalizações por medidas de precaução, assim como rumores, se multiplicaram nos últimos dias. Em Nova York, cerca de 200 funcionários dos serviços de limpeza dos aviões do aeroporto de La Guardia entraram em greve por algumas horas, temendo os riscos de contaminação durante o contato com as aeronaves.

Na França, após um episódio de pânico esta semana em uma escola primária, que acolhia crianças vindas da Guiné, um prédio público na periferia de Paris chegou a ser temporariamente interditado após um alerta falso. No continente americano, um avião que fazia o trajeto entre a Filadélfia, nos Estados Unidos, e a República Dominicana, teve que ser inspecionado após um dos passageiros ter dito, sob forma de piada, após um espirro, que estava contaminado com o vírus do Ebola.

Para evitar esses incidentes, as autoridades francesas lançam neste sábado um serviço telefônico gratuito (0 800 13 00 00) para informar a população em caso de dúvidas. A região de Madri também havia feito o mesmo para tentar lutar contra os rumores que circulam nas redes sociais.

Copa africana ameaçada

O Marrocos se manteve solidário até agora aos países que sofrem com a epidemia. A companhia Royal Air Maroc é a única a única empresa aérea nacional a manter suas rotas para as nações atingidas pela febre hemorrágica. No entanto, diante da propagação da doença, o governo marroquino, que recebe a Copa Africana de Nações de futebol (CAN-2015), prevista para começar no dia 17 de janeiro, pediu que o torneio seja adiado.

Nenhum caso da doença foi registrdo até agora no Marrocos, mas os jogos de qualificação para a competição já estão sendo disputados no país. Neste sábado, a seleção de Guiné deve enfrentar o time de Gana em Casablanca. 
 

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