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Israel/Palestina

Autoridades israelenses reforçam segurança em Jerusalém

Autoridades reforçam medidas de segurança em Jerusalém
Autoridades reforçam medidas de segurança em Jerusalém REUTERS/Ammar Awad

As autoridades israelenses reforçaram nesta quinta-feira (6) as medidas de segurança em Jerusalém, em resposta à onda de violência dessa quarta-feira. A noite de ontem foi marcada por tumultos entre palestinos e policiais israelenses no leste cidade, perto do campo de refugiados de Chouafat, onde morava o palestino que atropelou e matou um policial em uma estação de tramway.

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O palestino de 38 anos acusado de ter atropelado passageiros que estavam em uma parada do bonde elétrico que atravessa Jerusalém foi abatido pela polícia. Além de matar um policial, o atentado deixou 13 feridos.

Nesta quinta-feira pela manhã, as forças de segurança do país instalaram blocos de cimento nas estações do bonde para proteger a população, uma vez que esse foi o segundo ataque similar em duas semanas.

A polícia também ergueu barreiras em vários bairros da parte palestina da cidade santa ocupada e anexada por Israel e enviou reforços às principais avenidas. Nesta quarta-feira, 16 pessoas foram presas por “distúrbio à ordem pública”, depois dos tumultos que tomaram conta do leste de Jerusalém. De acordo com Luba Samri, porta-voz da polícia israelense, a situação já tinha voltado ao normal hoje pela manhã.

Jerusalém sob tensão depois de ataques palestinos

O clima em Jerusalém está tenso desde um ataque similar ocorrido no dia 22 de outubro na cidade, matando um bebê e uma equatoriana, além do autor do atentado. Os confrontos entre israelenses e palestinos acontecem todas as noites. Até agora, 188 pessoas foram presas, sendo 71 menores de idade.

Nesta quarta-feira à tarde, a Esplanada das Mesquitas também foi tomada pela violência, que teve início depois da visita de cerca de cem judeus ultraortodoxos. Eles pedem autorização para rezar no monumento, o que hoje é proibido. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, já disse que não pretende modificar essa lei, mas os ortodoxos prometeram novos protestos. Na quarta-feira pela manhã, o acesso às mesquitas foi proibido aos muçulmanos, mas reaberto nesta quinta-feira.

Construída no século 8, a mesquita Al Aqsa de Jerusalém é considerada o terceiro local mais sagrado para o Islamismo. Segundo as autoridades palestinas, as forças de Israel atravessaram o limiar da mesquita e lançaram gás lacrimogêneo contra palestinos. A polícia israelense negou, mas o incidente já gerou uma crise diplomática. Ontem, a Jordânia convocou seu embaixador em Israel pela primeira vez desde a assinatura do tratado de paz de 1994 entre os dois países. Diante do Conselho de Segurança da ONU, a Jordânia prometeu tomar todas as medidas possíveis contra o "desrespeito" a um local religioso.

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