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G20/Austrália

Países chegam a consenso sobre clima ao final do G20

A reunião do G20 terminou neste domingo, na Austrália.
A reunião do G20 terminou neste domingo, na Austrália. 网络照片 DR

Os países que participaram do G20 na Austrália conseguiram neste domingo (16), depois de duras negociações, chegar a um consenso para uma "ação forte e eficaz" sobre o clima, com a ajuda do mecanismo de financiamento Fundo Verde da ONU.

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Não havia nenhuma garantia de uma referência ao clima no documento final da reunião de Cúpula de dois dias em Brisbane, diante da oposição da Austrália, país anfitrião do encontro, e também de outros países, como a Arábia Saudita, contrários a decisões sobre o tema.

Um diplomata europeu se referiu a uma "guerra de trincheiras" para se referir às negociações que avançaram lentamente até a redação de um documento em que os países mais ricos do planeta concordaram em apoiar uma "ação forte e eficaz para combater as mudanças climáticas".

Os países do G20 também reafirmaram seu "apoio à mobilização dos meios financeiros para uma adaptação" dos países atingidos pelas mudanças do clima, como o Fundo Verde das Nações Unidas, destinado aos países pobres e mais expostos aos problemas. No entanto, a declaração final não cita números.

Integrante do G20, a França, através de um comunicado, celebrou a menção ao Fundo Verde da ONU no documento final porque constitui "de fato um fator encorajador para participar desse mecanismo".

Um responsável francês da ONG Oxfam declarou que para ser realmente exemplar e mobilizar seus parceiros antes da Cúpula de Paris em 2015, o governo da França deverá esclarecer sua contribuição anunciada de U$ 1 bilhão ao Fundo Verde. "É preciso que sejam verdadeiros dons e não apenas empréstimos, como parece ser o caso", observou.

Os países do G20 também se comprometeram a trabalhar "juntos para a adoção de um protocolo ou a elaboração de um documento jurídico com fixação de metas segundo a CCNUCC (Convenção quadro das Nações Unidas para as mudanças climáticas), para ser aplicado a todos as partes" durante a Conferência Mundial de Paris no ano que vem.

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Essa iniciativa sobre o clima acontece depois da promessa feita pelo Japão neste domingo de contribuir com cerca de U$1,5 bilhão ao Fundo Verde da ONU. No dia anterior, os Estados Unidos anunciaram uma participação de U$3 bilhões ao mesmo mecanismo.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abott, evitou tocar no assunto das mudanças climáticas durante a Cúpula do G20. O assunto foi lançado pela União Europeia e pelos Estados Unidos.
Segundo Abott, a Austrália representa apenas 1% das emissões mundiais de gazes que provocam o efeito estufa. O país, no entanto, figura na lista dos 20 maiores poluidores do planeta.

Depois desse encontro, o "G20 de Brisbane, talvez, se torne de fato a Cúpula das mudanças climáticas", comemorou a ONG ecologista WWF em um comunicado. "Ao fazer um apelo pela ação, líderes poderosos, incluindo o presidente Obama e o primeiro-ministro (britânico) David Cameron colocaram o tema no centro da atenção mundial", escreveu a ONG.

A WWF também celebrou o fato de que a Turquia, próximo país a assumir a presidência rotativa do G20, tenha feito da questão ambiental uma "prioridade absoluta".

A comunidade internacional se comprometeu a concluir, até o final de 2015, o acordo mais ambicioso em 20 anos de negociações relacionadas ao clima, de redução das emissões de poluentes. O objetivo será limitar em 2° a alta da temperatura do planeta em relação à era industrial, contra 4 a 5° prevista atualmente.
 

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