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Palestina/Israel

Exército israelense mata primeiro palestino em Gaza desde cessar-fogo de agosto

Filhas do palestino Fadel Mohammed Halaoua, no centro da imagem, choram após a morte do pai, abatido por soldados israelenses.
Filhas do palestino Fadel Mohammed Halaoua, no centro da imagem, choram após a morte do pai, abatido por soldados israelenses. REUTERS/Suhaib Salem

O exército israelense abateu um civil palestino neste domingo (23) no norte da Faixa de Gaza. O homem de 32 anos é a primeira vítima fatal desde o acordo de cessar-fogo concluído em agosto, após quase dois meses de guerra que resultaram na morte de 2,2 mil palestinos e 70 israelenses.

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De acordo com o ministério palestino da Saúde, Fadel Mohammed Halaoua, 32 anos, foi abatido por soldados israelenses instalados em postos de segurança às margens da Faixa de Gaza. Segundo testemunhas, a vítima, que foi morta ao leste do campo de refugiados de Djabalia, teria sido atingida quando procurava ninhos de pássaros perto da fronteira com Israel. Apreciados pela população, os animais são vendidos nas feiras locais. O exército israelense não comentou o assassinato.

Várias áreas próximas da fronteira entre o enclave e Israel foram decretadas “zonas proibidas” pelo exército israelense. As forças armadas temem que militantes palestinos estacionem carros-bomba na região ou montem postos para vigiar as patrulhas de Israel.

Halaoua é a primeira vítima palestina desde o cessar-fogo decretado em 26 de agosto. O acordo foi instaurado após quase dois meses de conflitos que deixaram cerca de 2,2 mil mortos do lado palestino, a maioria civis, e mais de 70 mortos, quase todos soldados, do lado israelense.

A situação é instável na região, pois apesar do cessar-fogo, as negociações de paz não foram iniciadas. O braço armado do Hamas alertou Israel para o risco de uma retomada da violência na região.

Cerca de 1,8 milhões de palestinos vivem no enclave de 360 km², cercado por Israel, Egito e pelo mar Mediterrâneo.

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