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Austrália/Sequestro

Sequestro em Sydney termina com invasão da polícia e três mortos

Policiais aguardam ordem para invador o Lindt Chocolate Cafe, em Sydney.
Policiais aguardam ordem para invador o Lindt Chocolate Cafe, em Sydney. REUTERS/David Gray

Após 16 horas de sequestro, a polícia australiana invadiu durante a madrugada, pelo horário local, o Lindt Chocolate Cafe, em Sydney, e libertou um número ainda indefinido de reféns que eram mantidos prisioneiros pelo iraniano Man Haron Monis, um clérigo muçulmano. A operação deixou pelo menos três mortos : o sequestrador e dois reféns. O homem, que havia invadido o café armado, na manhã desta segunda-feira (15), já tinha sido condenado por agressão sexual.

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Testemunhas ouviram disparos de armas pesadas durante a invasão da polícia. Poucos minutos antes da operação, reféns foram vistos saindo correndo do local. Médicos transportaram alguns feridos em macas para ambulâncias estacionadas do lado de fora do café. O sequestrador teria morrido na troca de tiros com os policiais de elite. Entre os feridos, três pessoas estariam em estado grave.

A brasileira Marcia Mikhael, nascida em Goiás e residente no país, estava entre os reféns. Ela entrou em contato com a família pelas redes sociais e disse que o homem era um membro do grupo extremista Estado Islâmico. Isso porque o sequestrador invadiu o café com uma arma de fogo e uma bandeira preta, onde se lia em árabe "Não há outro Deus que Alá, e Maomé é o mensageiro de Deus", a profissão de fé do islamismo.

Sequestrador era conhecido da polícia

O homem identificado como responsável pelo sequestro já foi condenado por agressão sexual. Em abril deste ano, Man Haron Monis foi acusado de abusar sexualmente de sete mulheres enquanto trabalhava como um "curandeiro espiritual" em Wentworthville. Em outubro passado, ele foi acusado de outros 40 crimes sexuais relacionados ao seu trabalho como líder espiritual.

Segundo o canal australiano 9News, o nome de nascimento de Monis era Manteghi Bourjerdi. Ele se mudou do Irã para a Austrália em 1996. Além dos casos de abuso sexual, ele foi processado em 2009 após uma campanha de cartas de ódio para protestar contra a presença das tropas australianas no Afeganistão e foi condenado a 300 horas de trabalho comunitário em setembro de 2013.

De acordo com a mesma emissora, em novembro do ano passado, ele voltou a ser investigado pela polícia por suspeita de planejar o assassinato da ex-mulher Noleen Pal. Ela foi encontrada esfaqueada em um apartamento. 

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