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Austrália/Terrorismo

Austrália promete transparência total na investigação sobre sequestro de Sydney

Segurança reforçada na Praça Martin de Sydney, em frente ao café onde ocorreu o sequestro de segunda-feira (15).
Segurança reforçada na Praça Martin de Sydney, em frente ao café onde ocorreu o sequestro de segunda-feira (15). REUTERS/Jason Reed

O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, anunciou nesta quarta-feira (17) a abertura oficial de uma investigação sobre o sequestro no café em Sidney, que deixou três mortos - dois reféns e o atirador de origem iraniana. Tentando tranquilizar a população, Abbott prometeu trabalhar duro pela segurança e transparência total na investigação. O Irã diz que informou o governo australiano sobre os antecedentes criminais do sequestrador.

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O inquérito aberto nesta quarta-feira vai tentar esclarecer como um desequilibrado mental, com um passado violento, conseguiu obter a nacionalidade australiana e não estava sendo vigiado pela polícia.

O seqüestrador, Man Haron Monis, estava em liberdade condicional após pagamento de fiança. Ele foi condenado por cumplicidade no assassinato de sua ex-mulher e estava sendo investigado em vários casos de agressões sexuais. No mês passado, o iraniano postou uma mensagem em seu site na internet anunciando “fidelidade ao califa dos muçulmanos”, provavelmente em referência ao chefe do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, Abou Bakr al-Baghdadi.

O iraniano invadiu o café no centro de Sydney na segunda-feira e seqüestrou 17 pessoas durante mais de 16 horas. Ele colocou no local a bandeira preta dos jihadistas. O sequestro terminou após a invasão da polícia do local e com a morte de dois reféns e do sequestrador.

Porte de armas

O inquérito australiano também deve determinar como Man Haron Monis, de 50 anos, conseguiu a arma com a qual invadiu e ameaçou os reféns. “O sistema não funcionou corretamente com este indivíduo”, confessou o primeiro-ministro. Tony Abbott prometeu transparência total na investigação que deve ser concluída no final de janeiro de 2015.

Enquanto isso, a segurança foi reforçada em Sydney onde centenas de policiais patrulham as ruas da cidade. As autoridades não acreditam que um novo sequestro aconteça, mas tentam tranquilizar a população que ficou chocada com o incidente e as várias falhas detectadas.

Irã tentou extraditar Man Haron Monis

A imprensa iraniana, citando fontes oficiais, afirmou hoje que o Irã advertiu a Austrália sobre os antecedentes criminais de Man Haron Monis, mas que as autoridades australianas ignoraram essas informações.O sequestrador fugiu do Irã em 1996 e conseguiu asilo político na Austrália.

O chefe da polícia iraniana, Esmail Ahamadi-Moghadam, afirmou que “ele era um criminoso que usou um nome falso e simulou ser um opositor político e religioso para conseguir asilo político”. O chefe da polícia indicou que o Irã pediu, mas não obteve a extradição de Monis em 2000.

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