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Israel/Palestina

Autoridade Palestina deverá submeter nova resolução ao Conselho de Segurança da ONU

O presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas
O presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas REUTERS/Mohamad Torokman

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, declarou neste domingo (4) que pretende pedir novamente a ajuda da Jordânia para submeter um novo texto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, para obter a criação de um Estado Palestino. A declaração foi dada durante uma conferência cultural em Ramallah, na Cisjordânia.

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Um outro projeto de resolução, pedindo a conclusão das negociações de paz em um ano e a retirada dos israelenses dos territórios ocupados, antes de 2017, já havia sido rejeitado no dia 31 de dezembro pelos membros do Conselho.

Oito países, entre eles a França, foram favoráveis ao texto, mas os Estados Unidos e a Austrália bloquearam a resolução, que precisaria de nove votos para que ser aprovada - desde que um dos membros permanentes não vetasse o texto. Mas, antes mesmo do voto, os Estados Unidos já haviam informado que se oporiam à proposta, julgada "improdutiva", de acordo com uma declaração do secretário de Estado americano, John Kerry.

Depois de ter a resolução recusada, os palestinos decidiram na última quinta-feira pedir a adesão ao TPI (Tribunal Penal Internacional), o que abriria a possibilidade de abrir um processo contra os soldados israelenses por crimes de guerra. Em represália, Israel declarou que não permitiria nenhum processo contra seus militares e ameaçou os palestinos de novas sanções, depois de congelar fundos de cerca de € 100 milhões destinados à região.

Palestinos dizem que tentarão "quantas vezes for necessário"

Os palestinos esperam que os novos membros rotativos do Conselho, que foi renovado na virada do ano, apoiem o novo projeto de resolução, mesmo que os americanos vetem o texto. "Tentaremos mais uma vez, por que não?", disse Mahmoud Abbas. "Discutimos com nossos aliados e faremos isso duas, três ou quatro vezes", declarou. A nova tentativa, entretanto, está fadada ao fracasso. Como da primeira vez, os Estados Unidos julgaram o texto parcial e improdutivo e devem vetar novamente a iniciativa.

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