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Protestos/Charlie hebdo

800 mil protestam contra Charlie Hebdo na Chechênia

Milhares de pessoas se reúnem em Grozni, a capital da Chechênia, em uma manifestação convocada pelas autoridades para protestar contra as caricaturas de Maomé.
Milhares de pessoas se reúnem em Grozni, a capital da Chechênia, em uma manifestação convocada pelas autoridades para protestar contra as caricaturas de Maomé. REUTERS/Eduard Korniyenko

Cresce a onda de protestos contra a França pela publicação de novas caricaturas de Maomé no jornal satírico Charlie Hebdo. Bandeiras francesas e cartazes do presidente François Hollande são queimados em várias regiões do mundo. Em Grosny, na Chechênia, mais de 800 mil pessoas foram às ruas nesta segunda-feira (19).

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No centro da capital Grosny, a multidão gritava “Allah Akbar” (Alá é grande), agitando bandeiras com frases em árabe pedindo respeito ao profeta Maomé. O ministério russo do Interior contabilizou mais de 800 mil manifestantes, já as agências de notícia indicam que esse número pode ter ultrapassado um milhão.

A quantidade de participantes dos protestos não pode ser confirmada, disse o presidente checheno Ramzan Kadyrov. Atualmente, a Chechênia conta com 1,2 milhão de habitantes, enquanto a capital Grozny tem a população oficial de 220 mil pessoas.

“Este é um protesto contra aqueles que insultam a religião muçulmana”, declarou um dos manifestantes chechenos à agência AFP. “Nunca vamos autorizar alguém a insultar o profeta”, ressaltou.

Protestos em Níger e em Gaza

No Níger, os protestos de jovens muçulmanos ofendidos com as caricaturas do profeta terminaram com um saldo de 45 igrejas incendiadas no fim de semana. No total, as violências deixaram 5 mortos e 128 feridos, além de 189 presos.

Em Gaza, cerca de 200 islamitas radicais, agitando bandeiras do grupo Estado Islâmico e cartazes com as fotos dos autores dos atentados da última semana, queimaram uma bandeira da França e ameaçaram se vingar contra os franceses que vivem na região. “Deixem Gaza ou nós degolaremos vocês!”, gritavam os manifestantes em frente a um centro cultural francês.

Combate ao terrorismo

O combate ao terrorismo na Europa está no centro de uma reunião de ministros das Relações Exteriores do bloco, nesta segunda-feira em Bruxelas. Os chanceleres discutem os meios para reforçar a cooperação com a Europol e outras agências europeias de segurança.

Na última sexta-feira, a Comissão Europeia endossou planos de alguns governos do bloco que pretendem reter passaportes de jihadistas que desejem viajar para regiões de conflito. Outra forma eficaz de combate ao terror seria a aprovação do registro europeu de dados de passageiros aéreos, uma iniciativa considerada necessária depois dos atentados em Paris, e que permanece bloqueada no Parlamento Europeu.

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