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Ebola/FMI

FMI anuncia doação de US$ 100 milhões a países afetados pelo ebola

Voluntária é vacinada contra o vírus Ebola na Libéria
Voluntária é vacinada contra o vírus Ebola na Libéria REUTERS/James Giahyue

O Fundo Monetário Internacional anunciou hoje a doação de 100 milhões de dólares aos três países da África Ocidental atingidos pela epidemia do ebola. De acordo com a diretora geral do FMI, Christine Lagarde, "as doações não fazem parte das atividades tradicionais" da instituição, mas essa decisão foi tomada porque Libéria, Serra Leoa e Guiné atravessam uma "provação extremamente difícil". O investimento será feito por meio de um fundo especial criado pelo FMI especialmente para casos de epidemias.

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O mecanismo é parecido com o que foi utilizado para ajudar o Haiti, após o terremoto que devastou a ilha em 2010: os Estados usarão o dinheiro para se livrar da dívida e dos juros que têm com o próprio FMI nos próximos anos. A doação faz parte de um plano anti-ebola de 300 milhões de dólares anunciado pelo G20 em novembro.

Apesar de Lagarde ter destacado que o FMI é "a primeira instituição internacional a perdoar parte da dívida" dos governos afetados, a soma é modesta, já que, juntos, os três países devem quase 470 milhões de dólares à instituição. E isso deve aumentar: na mesma coletiva, a diretora-geral anunciou que o fundo pode aprovar já nas próximas semanas um novo empréstimo, a juro zero, de 160 milhões de dólares, que se somará aos 130 milhões já emprestados.

Novo tratamento

Um tratamento contra o ebola testado clinicamente na Guiné trouxe um pouco de otimismo para os especialistas que combatem a epidemia do vírus, a maior desde seu aparecimento, em 1976. O novo antiviral, produzido por uma filial da Fujifilm, já é comercializado no Japão como tratamento contra a gripe e tem uma vantagem sobre todos os outros já testados: ele pode ser produzido e transportado rapidamente, já que vem em forma de comprimido.

O grupo japonês afirma possuir reservas para tratar mais de 20 mil pessoas. Os primeiros testes, com 80 doentes entre adultos e crianças, deram bons resultados clínicos e aceleraram a cura. Mas os resultados científicos ainda não foram detalhados ou publicados clinicamente.

Antes destes testes na Guiné, o medicamento já havia mostrado sua eficácia contra o ebola em animais, além de ter sido utilizado em uma enfermeira da ONG Médicos Sem Fronteiras, tratada com sucesso na França em 2014. A atual epidemia do vírus já matou quase 9 mil pessoas.

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