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Turquia/G20

Ministros das Finanças do G20 se reúnem em Istambul para discutir crescimento mundial

Os membros do G20 se reúnem nesta segunda e terça-feira em Istambul
Os membros do G20 se reúnem nesta segunda e terça-feira em Istambul (Foto: Divulgação)

Os ministros das Finanças do G20 se reúnem nessa segunda (9) e terça-feira (10) em Istambul para coordenar as ações a favor do crescimento mundial, em meio à crise grega, a queda do preço do petróleo e o aumento do dólar. O ministro da Fazenda Joaquim Levy participará do encontro e chegou à capital turca neste domingo (8).

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O presidente do Banco Central Alexandre Tombini também estará presente em Istambul e participa da reunião dos presidentes dos Bancos Centrais do bloco, que começa hoje. O Brasil vive um momento particularmente tenso, ameaçado pelo aumento da inflação e a desaceleração econômica. De acordo com o último relatório publicado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) em janeiro, a projeção de crescimento do PIB do país em 2015 será de apenas 0,3%.

Entre as questões que serão discutidas durante a cúpula do G20 está a harmonização das políticas monetárias, para evitar as turbulências que atualmente tomam conta dos mercados financeiros. Como exemplo, os especialistas citam o aumento das taxas de juros prometido pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano),contrariamente a outros países, como a Índia, a Austrália, o Canadá e a Dinamarca, que optaram por uma redução.

A estagnação da zona do euro, a desaceleração das economias chinesa e indiana e as crises geopolíticas na Síria e no Iraque também são preocupantes. Além disso, os bancos da Inglaterra e do Japão e o Banco Central Europeu continuam a adquirir ativos, enquanto a China reduziu seu quociente de reservas obrigatórias.

As diferentes políticas, somadas às dúvidas sobre a capacidade da economia dos Estados Unidos em influenciar positivamente as finanças dos outros países, podem ter consequências drásticas, lembra a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde.

De acordo com ela, esse desequilíbrio poderá conduzir a uma volatilidade excessiva dos mercados financeiros, "na medida em que a percepção do risco aumentará entre os investidores", escreve Lagarde em seu blog. Para o secretário do Tesouro americano, Jack Lew, os Estados Unidos não podem ser "o único motor de crescimento mundial, e a Europa deve ser mais atuante".

A queda do preço do petróleo, o aumento do dólar e as incertezas em torno da dívida grega, com a chegada da esquerda radical ao poder, também contribuem para o cenário de incertezas.

Mais influência para os emergentes

Na conferência de abertura deste domingo, o vice-primeiro-ministro turco, Ali Babacan, afirmou que a presidência turca do G20 terá como prioridade a retomada do crescimento econômico, através de uma participação mais ativa das nações emergentes – uma reivindicação antiga dos membros do bloco.

Na última cúpula do bloco, ocorrida em novembro, na Austrália, os dirigentes se comprometeram a uma série de medidas, com o objetivo de injetar mais de U$ 2 bilhões na economia mundial e investir na criação de empregos. Em Istambul, as decisões devem resumir os pontos discutidos em Brisbane, visando ações concretas.
 

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