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Indonésia/ justiça

Francês que será executado com brasileiro na Indonésia pede revisão do caso

Serge Atlaoui teve o pedido de clemência negado pelo presidente da Indonésia.
Serge Atlaoui teve o pedido de clemência negado pelo presidente da Indonésia. Sauvez-Serge-Atlaoui-du-Peloton-dExécution

Um francês que está no corredor da morte na Indonésia pediu, nesta terça-feira (10), a revisão do processo no qual foi condenado por tráfico de drogas. Essa pode ser a última chance de o réu evitar a morte por execução, já que Serge Atlaoui teve negado o pedido de clemência feito ao presidente indonésio.

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A advogada do francês, Nancy Juliana Sanjoto, informou ter solicitado a revisão processual junto ao tribunal de Tangerang, na periferia de Jacarta. Foi nesta cidade que Atlaoui foi preso em 2005, em um laboratório clandestino de produção de ecstasy. Ele foi condenado à morte em 2007.

Na imprensa local, o nome do francês aparece entre os estrangeiros que poderão ser executados em fevereiro, assim como o brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, que está no corredor da morte por tráfico de drogas. A morte de 11 estrangeiros está prevista para ocorrer nos próximos dias, em uma data ainda não divulgada.

Em janeiro, o carioca Marco Archer foi o primeiro brasileiro a ser fuzilado no país, condenado pelo mesmo crime. A execução provocou polêmica e levou a presidente Dilma Rousseff a telefonar para o presidente indonésio, Joko Widodo, para tentar evitar o fuzilamento - em vão.

Relações diplomáticas abaladas

O caso estremeceu as relações entre os dois países – o embaixador brasileiro em Jacarta foi chamado por Brasília, uma medida diplomática para demonstrar o descontentamento das autoridades brasileiras. A Holanda, que também teve um cidadão executado no mês passado, tomou a mesma atitude.

Serge Atlaoui, 51 anos, está preso no país asiático há 10 anos e sempre negou ser um traficante de drogas. Soldador de profissão, ele afirma que apenas instalava máquinas no local, que ele pensava ser uma fábrica de acrílico.

Lei rigorosa

A legislação indonésia é uma das mais rigorosas do mundo com os crimes relacionados às drogas. Dezenas de estrangeiros aguardam o cumprimento da sentença de morte no país.

As execuções de Archer, do holandês e de outros três estrangeiros foram as primeiras depois da chegada ao poder do presidente Widodo. Ao assumir o cargo, ele havia prometido não conceder graça presidencial para os casos envolvendo drogas, que segundo ele, afundam a Indonésia em um “estado de emergência”.
 

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