Acesso ao principal conteúdo
ONU/Nova York

Conselho de Segurança da ONU discute intervenção na Líbia

Extremistas islâmicos do grupo Ansar Bayt al-Maqdis, que conta com a participação ativa de ex-militares e jurou obediência ao grupo Estado Islâmico.
Extremistas islâmicos do grupo Ansar Bayt al-Maqdis, que conta com a participação ativa de ex-militares e jurou obediência ao grupo Estado Islâmico. Reprodução Twitter

O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta quarta-feira (18) em Nova York para discutir o pedido da França e do Egito de uma intervenção internacional na Líbia. Na segunda-feira, os egípcios atacaram bases do grupo Estado Islâmico (EI) no país vizinho, em represália à decapitação de 21 cristãos coptas egípcios pelos jihadistas líbios.

Publicidade

A decapitação de 21 cristãos egípcios reivindicada pelo braço líbio do EI mostra que a organização jihadista exportou seus métodos bárbaros de ação para outros territórios além da Síria e do Iraque. Sob a bandeira do EI, milícias líbias têm promovido atentados contra egípcios e estrangeiros de outras nacionalidades que trabalham na Líbia, assim como no Egito vizinho.

O crime bárbaro contra os coptas foi a gota d'água para o governo do Egito se posicionar por uma intervenção na Líbia. O governo francês já era favorável ao envio de uma missão de paz da ONU ao país do norte da África desde o ano passado, quando fracassaram as negociações para a formação de um governo de união nacional.

"Solução política"

Em uma declaração conjunta divulgada nesta terça-feira, em Roma, governos dos principais países europeus e dos Estados Unidos defenderam uma "solução política" para a Líbia. O país mergulhou no caos após a queda da ditadura de Muammar Kadhafi, em 2011. A transição democrática desejada pelas potências ocidentais fracassou. Na ausência de um poder centralizado forte, capaz de garantir a segurança da população, milícias armadas extremistas assumiram o controle das principais cidades líbias. A situação se degradou no final do ano passado com a associação de milícias armadas líbias ao EI.

Na segunda-feira, o chefe de governo italiano, Matteo Renzi, disse que a Itália está preparada para agir militarmente no âmbito de um plano de intervenção da ONU na Líbia. A chefe da diplomacia europeia, a italiana Federica Mogherini, vai discutir a eventual participação italiana nessa missão com o secretário de Estado americano, John Kerry, e líderes árabes. Todos estarão reunidos em Washington para a conferência de combate aos extremismos violentos organizada pela Casa Branca.

Líbia tem dois governos

As milícias que derrubaram o regime de Kadhafi, com o apoio de uma coalizão internacional ocidental, disputam o território e as riquezas petrolíferas da Líbia. Especialistas apontam a existência de 1.700 grupos armados no país. A situação se agravou nos últimos meses, com o surgimento de dois governos e dois parlamentos paralelos. As duas cidades mais importantes do país, Trípoli (oeste) e Benghazi (leste), estão controladas total ou parcialmente por milícias.

O governo ligado à aliança de milícias chamada "Amanhecer", formada em sua maioria por extremistas islâmicos, tem sede em Trípoli. O governo reconhecido pela comunidade internacional se encontra em Al Baida (1.200 km ao leste de Trípoli).

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.