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Iêmen

Irã critica operação da Arábia Saudita contra milícias xiitas no Iêmen

Bombardeios da operação "Tempestade decisiva" deixam feridos na capital Sanaa.
Bombardeios da operação "Tempestade decisiva" deixam feridos na capital Sanaa. REUTERS/Khaled Abdulla

A operação "Tempestade decisiva” liderada pela Arábia Saudita contra milícias xiitas huthis no Iêmen entra, nessa sexta-feira (27), no segundo dia consecutivo. A intervenção militar foi solicitada pelo presidente iemenita Abd Rabbo Mansour que perdeu o controle do país em setembro de 2014.  Desde então, os rebeldes dominaram várias regiões do país, inclusive a capital Sanaa.

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Pelo menos 39 civis morreram desde o começo da operação "Tempestade decisiva" no Iêmen. Os ataques aéreos contra as milícias xiitas huthis são liderados pelo Arábia Saudita que vê com grande preocupação a instabilidade política no país. Os rebeldes xiitas chegaram a controlar o aeroporto de Aden, no sul do país, rota estratégica para o escoamento da produção de petróleo da Arábia Saudita.

A monarquia saudita, que é sunita, também tenta conter um avanço de forças xiitas, supostamente apoiadas pelo Irã, em um território vizinho. O Irã nunca escondeu o seu apoio às milícias huthis, mas não confirma se, de fato, contribui com o envio de armas para o grupo. O chefe dos rebeldes, Abdel Malek al-Houthi, afirma que a intervenção militar saudita é uma "invasão".

Para o Irã, a operação "Tempestade decisiva" é uma "agressão militar" que ameaça a estabilidade de toda a região. Para a ONU, a solução diplomática é a melhor maneira de solucionar o conflito.

A crise no Iêmen se acentuou em setembro do ano passado quando as milícias xiitas começaram a atacar o governo central, acusado de prejudicar os interesses do grupo no norte do país. Acuado, o presidente Abd Rabbo Mansour fugiu da capital Sanaa. Graças à intervenção militar de ontem, ele conseguiu deixar Aden, onde estava escondido, e chegou à capital saudita, Riad, nesta quinta-feira.
 

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