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Papa/Páscoa

Papa condena ataques contra cristãos durante comemorações da Páscoa

Papa Francisco durante vigília pascal nesse sábado (4), na Basílica de São Pedro.
Papa Francisco durante vigília pascal nesse sábado (4), na Basílica de São Pedro. REUTERS/Stefano Rellandini

O papa Francisco aproveitou as comemorações da Páscoa para condenar os ataques recentes visando os cristãos do mundo. O sumo pontífice lembrou do massacre na universidade de Garissa, no Quênia, para criticar duramente a “fúria jihadista”. O chefe da Igreja Católica faz na manhã deste domingo (5) a tradicional benção Urbi e Orbi (à cidade e ao mundo).

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O papa Francisco, que presidiu na noite deste sábado (4) a vigília pascal, cerimônia que celebra, segundo o cristianismo, a ressurreição de Jesus, condenou a “brutalidade insensata” do massacre dos jihadistas shebab contra os estudantes de Garissa, no leste do Quênia. O papa disse que “todos os responsáveis devem ampliar seus esforços para colocar um fim nessa violência”.

O ataque na universidade queniana deixou 148 mortos e os extremistas separaram os muçulmanos e os não-muçulmanos antes da execução. “Hoje nós vemos nossos irmãos perseguidos, decapitados e crucificados por sua fé sob nossos olhos e, frequentemente, com nosso silêncio cúmplice”, acusou o sumo pontífice já na sexta-feira em Roma.

Vaticano condena perseguição de cristãos

O Vaticano tem reagido à multiplicação de perseguições visando os cristãos, seja por indivíduos ou por grupos de extremistas muçulmanos. A Igreja Católica, por meio principalmente do ministro do diálogo interreligioso, Jean-Louis Tauran, reclama do fato de que as autoridades ocidentais e muçulmanas não se mobilizem para denunciar os crimes recentes.

As declarações mais duras do Vaticano começaram no ano passado, quando o grupo Estado Islâmico atacou a cidade iraquiana de Mossul. O tom ficou ainda mais severo em dezembro, quando o papa Francisco pediu que “todos os dirigentes muçulmanos do mundo, (sejam eles) políticos, religiosos ou acadêmicos”, se pronunciassem claramente contra a violência jihadista. Recentemente, o chefe da Igreja Católica chegou a acusar a comunidade internacional de “querer esconder” as perseguições contra os cristãos.

Segundo um relatório anual do World Watch Monitor, 4.334 cristãos (católicos, protestantes, anglicanos e ortodoxos) foram mortos em 2014.

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