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Papa/Páscoa

Papa pede fim da violência na benção Urbi et Orbi de Páscoa

Papa Francisco durante a tradicional benção Urbi e Orbi diante da praça São Pedro, neste domingo de Páscoa.
Papa Francisco durante a tradicional benção Urbi e Orbi diante da praça São Pedro, neste domingo de Páscoa. REUTERS/Alessandro Bianchi

Em sua tradicional mensagem de Páscoa, neste domingo (5) no Vaticano, o papa Francisco enviou uma mensagem aos grupos de radicais islâmicos que atacam os cristãos pelo mundo. O sumo pontífice também pediu que a comunidade internacional “não fique parada diante da imensa tragédia humanitária na Síria e no Iraque”.

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Gina Marques, correspondente da RFI em Roma

A chuva não desencorajou milhares de fiéis que lotaram a praça São Pedro na manhã deste domingo de Páscoa. A cerimônia foi ao aberto na frente da Basílica e as imagens do alto mostravam o local como se estivesse coberto por um tapete colorido desenhado pelos guarda-chuvas da multidão.

A luta contra os extremistas e a perseguição dos cristãos foi um dos principais temas da bênção “Urbi et Orbi” (para a cidade e para o mundo, em latim) que marcou as celebrações da Páscoa em Roma. “A Jesus vitorioso pedimos que alivie os sofrimentos de tantos irmãos nossos perseguidos por causa do seu nome, bem como de todos aqueles que sofrem injustamente as consequências dos conflitos e das violências em curso”, disse Francisco durante a cerimônia. “Penso de modo particular aos jovens mortos na quinta-feira passada numa Universidade de Garissa, no Quênia”, disse o sumo pontífice, três dias após o massacre que custou a vida de 148 pessoas no país africano.

O papa disse que os cristãos não devem se impor com a violência, não devem ser arrogantes mas disponíveis e respeitadores. Segundo ele, “isto não é fraqueza, mas verdadeira força”. Durante a mensagem, o pontífice falou do significado de ser cristão, reiterando seu apelo de paz para todas as zonas mundiais onde se combate. Mas Francisco não foi genérico e citou especificamente vários países em conflito.

Mensagens de paz

Para a Síria e o Iraque, o papa pediu que “se restabeleça a boa convivência entre os diferentes grupos que compõem estes amados países” e “que a comunidade internacional não permaneça inerte perante a imensa tragédia humanitária no interior destes países e o drama dos numerosos refugiados”. Para a Terra Santa, Francisco implorou que “possa crescer entre israelenses e palestinos a cultura do encontro e se retome o processo de paz a fim de pôr termo a tantos anos de sofrimentos e divisões”.

O pontífice pediu fim do “absurdo derramamento de sangue” na Líbia e no Iêmen. Ele falou também da esperança de que o acordo de Lausanne, na Suiça, sobre o programa nuclear do Irã, seja “um passo definitivo para um mundo mais seguro e fraterno”.

Sobre a África, além das recentes vítimas de terrorismo no Quênia, o papa mencionou o Sudão, a Nigéria e a República Democrática do Congo. Entre os países recordados está também a Ucrânia. O sumo pontífice espera que os ucranianos possam “reencontrar a paz graças ao empenho de todas as partes interessadas”.

A mensagem do chefe da Igreja Católica foi além, falando das vítimas dos criminosos traficantes de drogas, armas e seres humanos, “formas novas e antigas de escravidão”.

Francisco terminou o seu discurso com um apelo aos marginalizados, aos encarcerados, aos pobres, aos migrantes maltratados, aos doentes e as crianças que sofrem e os muitos que estão hoje de luto.

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