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Armênia/Canonização

Armênia celebra canonização simbólica de 1,5 milhão de vítimas do genocídio

Banners e cartazes em Yerevan com os dizeres "1915/1,5 milhão", o ano e o número de vítimas do genocídio armênio perpetrado pelos turcos otomanos, em imagem desta quinta-feira, 23 de abril de 1915.
Banners e cartazes em Yerevan com os dizeres "1915/1,5 milhão", o ano e o número de vítimas do genocídio armênio perpetrado pelos turcos otomanos, em imagem desta quinta-feira, 23 de abril de 1915. REUTERS/David Mdzinarishvili

A Armênia celebra nesta sexta-feira (24) 100 anos do genocídio de 1,5 milhão de cristãos armênios mortos em massacres cometidos pelas tropas muçulmanas do império turco-otomano durante a Primeira Guerra Mundial. A tragédia, que até hoje não foi reconhecida pela Turquia, começou a ser lembrada hoje com um ofício religioso na catedral de Echmiazin, a 20 km da capital, Yerevan. A igreja, construída no século IV, é considerada a catedral cristã mais antiga do mundo.

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A cerimônia simbólica que deu o status de "santos" às vítimas do genocídio foi celebrada pelo chefe da igreja apostólica armênia, Catholicos Karekin II. Um minuto de silêncio também foi respeitado em todas as igrejas da comunidade no mundo. Numericamente, esta é a canonização mais importante já realizada por uma igreja cristã. Karekin II chamou todos os armênios a "participar devotamente neste evento histórico". Ao canonizar as vítimas dos massacres, "a igreja reconhece os fatos, isto é, que houve um genocídio", disse o líder religioso.

"Para nós, armênios, é uma obrigação moral e um direito se lembrar dos 1,5 milhão de mortos e das centenas de milhares de pessoas que sofreram privações desumanas", afirmou por sua vez o presidente armênio, Serzh Sargsyan.

Amanhã, milhões de pessoas ao redor do mundo, incluindo vários chefes de Estado e de Governo, vão homenagear as vítimas dos massacres que começaram no dia 24 de abril de 1915.

Turquia alega guerra civil

Os armênios estimam que 1,5 milhão de pessoas foram exterminadas de forma sistemática entre 1915 e 1917, durante os últimos anos do império turco-otomano. Cerca de 20 países, incluindo França, Suíça e Rússia, já reconheceram o genocídio. Porém, a Turquia rejeita esse crime e afirma que os armênios morreram no contexto de uma guerra civil, seguida de uma epidemia de fome, que também vitimou de 300 a 500 mil turcos.

Milhares de pessoas devem participar nesta sexta-feira das comemorações previstas no memorial das vítimas do genocídio, que fica em Yerevan. O presidente francês, François Hollande, assim como o presidente russo, Vladimir Putin, confirmaram presença. A numerosa comunidade armênia residente em Los Angeles, Paris, Beirute e Estocolmo também celebrará a data.

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