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Fome/FAO

Fome recua e atinge menos de 800 milhões de pessoas no mundo, diz FAO

Dados divulgados pela FAO no relatorio anual sobre insegurança alimentar mostra que a fome recua no mundo.
Dados divulgados pela FAO no relatorio anual sobre insegurança alimentar mostra que a fome recua no mundo. fao.org

A fome recua no mundo. Pela primeira vez desde que a estatística mundial é feita, o número de famintos é inferior a 800 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pela agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em seu relatório anual sobre Insegurança Alimentar (SOFI 2015, na sigla em inglês).

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Segundo o documento da FAO, o número de pessoas que passam fome recuou quase 25% nos últimos 25 anos. Nesse período, o número de famintos caiu de 1 trilhão, em 1992, para 795 milhões agora.

A FAO ressalta que mais da metade dos países em desenvolvimento (72 em 129) atingiram o objetivo do milênio, isto é, conseguiram reduzir pela metade o número de famintos entre 2000 e 2015.

Progressos na América Latina e Ásia

Os progressos mais expressivos foram registrados nas regiões América Latina e Caribe e Ásia. O Brasil é um dos países citados com menos de 5% de famintos. A FAO, dirigida pelo brasileiro Jose Graziano, já havia várias vezes elogiado os programas de inclusão social e combate a pobreza que conseguiram reduzir a fome no país.

A África continua apresentando uma situação preocupante, com 23,2% da população em estado de desnutrição.

Países em guerra e mudanças climáticas

Apesar da redução, a FAO alerta para a persistência de situações que impedem o combate à fome. “A fome em países que enfrentam catástrofes naturais, mudanças climáticas, conflitos armados ou crises financeiras, é três vezes maior do que em outros países”, afirma o relatório.

A FAO cita os riscos para a segurança alimentar dos conflitos na Síria e no Iraque, mas também no Mali, Iêmen, República Democrática do Congo e Sudão do Sul.

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