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Síria/Estado Islâmico

Grupo EI destrói prisão emblemática do regime al-Assad

Combatentes da organização terrorista Estado Islâmico no sítio arqueológico de Palmira.
Combatentes da organização terrorista Estado Islâmico no sítio arqueológico de Palmira. REUTERS/Omar Sanadiki

A organização Estado Islâmico destruiu neste sábado (30) a prisão de Palmira, símbolo da repressão do regime Bashar al-Assad. A informação foi divulgada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que informou também que 71 civis morreram em ataques da Força Aérea síria na região de Aleppo.

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A implosão da enorme prisão no meio do deserto foi feita com bombas e o grupo divulgou imagens do prédio destruído nas redes sociais. Também foram divulgadas imagens das sinistras celas individuais da cadeia, cujo espaço mal comporta uma pessoa e a luz do sol é inexistente.

A oposição síria no exílio, hostil tanto aos jihadistas quanto ao governo de Damasco, lamentou o episódio. O opositor Mohammad Sarmini afirmou via Twitter que o grupo apagou uma prova dos crimes do clã Assad.

Em 1980, quando o pai de Bashar al-Assad governava o país, centenas de detentos foram massacrados dentro do complexo. Lá, presos políticos foram torturados durante décadas. Depois do início do movimento de contestação em 2011, a cadeia passou a abrigar principalmente desertores e opositores. Antes da tomada de Palmira pelo grupo Estado Islâmico há dez dias, os presos foram transferidos para outras cadeias da Síria.

Ataque contra Aleppo

Na província de Aleppo, helicópteros da força aérea síria promoveram uma verdadeira chuva de bombas. Apesar de a região ser controlada por rebeldes, todas as vítimas eram civis: 59 morreram na cidade de Al-Bab, que está sob domínio do grupo Estado Islâmico, e 12 em Al-Chaar, refúgio de opositores.

"Trata-se de um dos maiores massacres já perpetrados pela Força Aérea do regime neste ano", denunciou a rede de militantes Comissão Geral da Revolução Síria (CGRS). De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, os bombardeios visaram um mercado em um momento de grande circulação.

Desde 2013, as forças de Bashar al-Assad utilizam regularmente os ataques aéreos contra Aleppo, o que causa centenas de mortes de inocentes. Já em 2012, a cidade de Aleppo estava dividida entre a insurgência e o regime. Mas hoje, a província de mesmo nome está quase inteira nas mãos da organização Estado Islâmico, que controla metade do território sírio. Nestes quatro anos de guerra, mais de 220 mil pessoas morreram na Síria.

 

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