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União Africana/Cúpula

Tribunal proíbe ditador do Sudão procurado por genocídio de deixar África do Sul

O presidente sudanês, Omar al-Bashir.
O presidente sudanês, Omar al-Bashir. REUTERS

A pedido de uma ONG, um tribunal sul-africano proibiu neste domingo (14) que o presidente do Sudão deixe a África do Sul até que a justiça se pronuncie sobre a ordem de prisão formulada contra ele pelo Tribunal Penal Internacional (TPI ). O ditador sudanês, Omar al-Bashir, está em Joannesburgo para participar da reunião de cúpula da União Africana (UA). Desde 2009, ele é procurado por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio cometidos na região do Darfur.

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Bashir é alvo de dois mandados de prisão emitidos pelo TPI relacionados com sua implicação no conflito no Darfur, a oeste do país. Segundo a ONU, esse conflito extremamente violento já deixou mais de 300 mil mortos desde 2003.

Em uma decisão divulgada neste domingo, o TPI indica que advertiu a África do Sul desde o dia 28 de maio sobre sua obrigação legal, como um estado membro da Corte, de prender e entregar Bashir à instância internacional.

O ditador de 71 anos governa o Sudão com mão de ferro desde que deu um golpe de Estado em 1989. Em abril passado, ele foi reeleito com 94 % dos votos para um mandato de cinco anos. Suas viagens ao exterior se tornaram raras desde que o TPI emitiu os dois mandados de prisão.

Cúpula da União Africana discute imigração

Os dirigentes africanos estão reunidos durante dois dias na África do Sul para discutir as crises políticas no continente, como no caso do Burundi, os persistentes problemas de segurança e o movimento migratório que tem levado milhares de pessoas a deixar seus países de origem, pressionando os países da Europa.

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