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Rússia

Moscovo reivindica soberania sobre 1,2 mil km² do Ártico

Presidente  discursa no Dia da Marinha Nacional no Mar Báltico 26.07.2015
Presidente discursa no Dia da Marinha Nacional no Mar Báltico 26.07.2015 REUTERS/RIA Novosti/Mikhail Klimentyev/Kremlin

A Rússia reivindicou esta terça-feira junto das Nações Unidas a soberania sobre 1,2 mil km² do Ártico, ricos em hidrocarbonetos, relançando assim a corrida ao Ártico.

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Depois de em 2001 as Nações Unidas terem rejeitado o dossier russo por faltas de provas científicas, Moscovo volta a carga alegando ter fundamentação suficiente para as suas reivindicações. As autoridades russas pretendem, no âmbito da Convenção de Montego Bay sobre o Direito do Mar, a extensão do limite da sua plataforma continental até ao Pólo Norte.

O Direito do Mar atribui aos países a soberania sobre uma Zona Económica Exclusiva (ZEE) de 200 milhas sendo as restantes águas internacionais. Mas pode ser obtida uma extensão da ZEE até 350 milhas com base em estudos geológicoss sobre os limites das plataformas continentais.

As expedições polares de envergadura levadas a cabo por Moscovo ao longo dos último anos tiveram como objectivo o de fornecer provas para tal desiderato. A área reivindicada pela Rússia extende-se até ao pólo Norte e inclui a dorsal de Lomonossov, também reivindicada pela Dinamarca e pelo Canadá, e a de Mendeleïev, considerada pela Rússia como parte integrante da Eurásia.

O politólogo Armando Marques Guedes fala do problema técnico que a dorsal de Lomonossov colocou à candidatura de 2001.

Moscovo poderia assim ter acesso a enormes reservas de hidrocarbonetos, estimados em 4,9 mil milhões de toneladas pelo governo russo. Mas na corrida ao Ártico a Rússia não é o única contendente. Os Estados Unidos, o Canadá, a Noruega e a Dinamarca estão atentos às movimentações do Kremlin que, de resto, alterou há duas semanas a sua doutrina naval dando importância estratégica ao Ártico e desenvolvendo a Esquadra do Norte.

Armando Marques Guedes descreve o reforço da presença militar russa no Ártico mas relavitiviza a tensão nesta região comparando-a com outras disputas em termos de zonas de influência.

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