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Cuba

Bandeira americana chega a Cuba

Bandeira americana chega a Cuba
Bandeira americana chega a Cuba REUTERS/Alexandre Meneghini

O secretário de Estado norte-americano, Jonh Kerry, desloca-se esta sexta-feira a Cuba para içar a bandeira dos Estados Unidos. Uma cerimónia simbólica que marca a retoma progressiva das relações entre os dois países. 

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Hoje abre-se uma nova página entre Cuba e os Estados Unidos. O acto simbólico do içar da bandeira norte-americana está a cargo de Jonh Kerry,  o primeiro secretário norte-americano a visitar a ilha dede há setenta anos. O mesmo acto decorreu a 20 de Julho em Washington com a bandeira cubana.

A embaixada dos EUA, um edifício de sete andares em frente ao mar, esteve encerrada entre 1961 e 1977, ano em que foi aberta apenas como simples "secção de interesses". O regresso simbólico da bandeira americana a território cubano acontece oito meses após o anúncio da retoma das relações diplomáticas. A retoma as relações significa que os diplomatas norte-americanos passam a poder viajar facilmente para a ilha, e que os seus efectivos poderão aumentar. Cuba já diminui o número de guardas que vigiavam as actividades da embaixada.
 

A normalização das relações anuncia-se complexa

Nos últimos meses, Barack Obama usou os seus poderes de presidente para abrandar as regras em matéria de viagens e comércio, entre os dois países. Mas o congresso, controlado pelos republicanos, continua a resistir ao apelo de colocar um ponto final no embargo comercial imposto a Cuba, desde 1962.

O fim do embargo tem sido reclamado por Cuba, assim como a restituição da base naval de Guantánamo, no leste do país, e o fim das emissões de rádio e televisão que são difundidas em Cuba a partir de sol americano.

Do lado americano tem sido pedido ao regime de Raul Castro uma melhoria da situação dos direitos humanos, a possibilidade dos refugiados, que obtiveram direito de asilo, poderem regressar a Cuba. É reclamada uma indemnização para todos os americanos cujos bens foram confiscados com a chegada de Fidel Castro ao poder em 1959.

Exigências que parecem fazer pouco sentido para o líder histórico cubano. Fidel Castro lembrou, por ocasião do seu aniversário, que os Estados Unidos devem milhões de dólares a Cuba em compensação do embargo imposto à ilha comunista.

O estudante guineense de engenharia informática residente em Cuba, Baldé Amadú, descreve a chegada do secretário-geral norte-americano Havana e a expectativa desta visita para os cubanos.


 

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