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Israel

Regresso de refugiados ugandeses e ruandeses do Estado hebraico

Migrantes à espera numa estação de comboios para chegar à Europa ocidental
Migrantes à espera numa estação de comboios para chegar à Europa ocidental REUTERS/Yannis Behrakis

A Iniciativa Internacional a favor dos Direitos dos Refugiados (IRRI) publicou esta semana um relatório no qual alerta, com preocupação, para a situação política de Israel no que toca ao direito de asilo. No cerne das preocupações está o acordo opaco e confidencial entre Israel, Uganda e Ruanda.

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O relatório permite ao Estado hebraico o envio de refugiados ugandeses e ruandeses para o continente africano. Desde o início deste ano, 747 pessoas pediram asilo para deixar voluntariamente Israel. Numa altura em que são contabilizados cerca de 45.000 africanos com estatuto de refugiado no Estado hebraico.

Entre as duras condições de detenção e uma viagem completamente organizada com destino à Uganda e Ruanda a escolha destes milhares de refugiados não é fácil. Privados de identidade, estes refugiados passam fronteiras de forma ilegal para tentar a sua sorte rumo à Europa.

A directora executiva da IRRI, Andie Lambe, esteve reunida com alguns refugiados e declarou que lhes "contam histórias; que logo que cheguem aos países receberão documentos, 3.500 dólares e documentos que lhes permitam deixar Israel, mas quando chegam são recebidos no aeroporto por autoridades locais, e confiscam-lhes todos os documentos."

O governo israelita guarda de forma confidencial o acordo que rege as transferências de refugiados para Uganda e Ruanda. No entanto o governo de Israel garante que existe efectivamente um acordo apesar de "ninguém conhecer o seu conteúdo"refere Reut Michaeli da associação israelita para a defesa de refugiados, Hotline.

Israel, Uganda e Ruanda ratificaram a Convenção de Genebra relativa ao direito dos refugiados, assinada em 1951.

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