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Política/Turquia

Atentado em Ancara visa manifestação a favor da paz

Ankara, Turquia,  10 de Outubro  2015.
Ankara, Turquia, 10 de Outubro 2015. REUTERS/Tumay Berkin

Um atentado neste sábado em Ancara provocou a morte de pelo menos 86 pessoas e feriu 186. O incidente visava activistas que se reuniam para uma manifestação anti-governamental prevista para a tarde de  sábado sob a égide do partido pró-curdo , Partido Democrático Popular (HDP).

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   Atentado deste sábado em Ancara, caracterizado por duas explosões sucessivas, ocorreu quando activistas e militantes do partido pró-curdo, Partido Democrático Popular (HDP) reuniam-se no ponto de partida para uma manifestação a favor da paz na Turquia, prevista para esta tarde na capital turca. Pelo menos 30 pessoas morreram e 126 ficaram feridas.

O presidente Recep Tayyip Erdogan afirmou que o atentado no centro de Ancara é um acto odioso contra a unidade e a paz na Turquia. Um porta-voz do governo afirmou à agência noticiosa AFP, que uma investigação está em curso para identificar os autores do atentado. As autoridades policiais turcas privilegiam a pista terrorista como a eventual origem do ataque que segundo as mesmas, poderia ser um kamikze. Segundo o ministro da saúde da Turquia, Mehmet Müezzinoglu, 62 pessoas morreram no local do drama e  24 sucumbiram  aos ferimentos no hospital. Perante as acusações de Selahatin Demirtas, líder do Partido Democrático Popular , que  qualificou o Estado  turco de  máfia,o ministro do interior turco, refutou toda e qualquer negligência no tocante ao serviço  de segurança destinado  à  manifestação     

 Esta atentado tem lugar quando a Turquia se prepara para organizar no dia 1 de Novembro, novas eleições legislativas, após o fracasso do Partido da Justiça e do Desenvolvimento(AKP) do presidente Recep Tayyip Erdogan em assegurar a maioria absoluta , no escrutínio de 7 de Junho último. O partido pró-curdo, Partido Democrático Popular(HDP) ao ganhar oitenta assentos na assembleia nas eleições de Junho, inviabilizou a obtenção da maioria absoluta pelos partidários de Recep Tayyip Erdogan e a  consequente formação  de um governo pelo AKP. O impasse obrigou o presidente Erdogan a convocar novas eleições. 

 Num comunicado divulgado neste sábado,o Partido dos Trabalhadores do Curdistão(PKK) afirmou que não levará a cabo ataques contra as forças turcas  durante a campanha para as parlamentares. O gabinete do primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu informou através de uma nota oficial, que a campanha para as legislativas de 1 de Novembro será suspensa durante três dias.

A Turquia tem atravessado um período de violência política desde o passado mês de Julho, que se caracteriza por uma série de atentados e uma ofensiva das forças governamentais contra o PKK, com quem o governo de Ancara tinha assinado um acordo de cessar-fogo em 2013.

Segundo  a  investigadora  e  especialista  das questões turcas, Djenira Couto, tudo leva a crer que há três semanas do  novo escrutínio, este atentado poderia visar como objectivo a mobilização dos nacionalistas mais  ardentes, hostis aos partidos de  esquerda  e ao PKK(Partido dos Trabalhadores do Curdistão,  a favor do AKP(Partido da Justiça e do Desenvolvimento)  do presidente Recep Tayyip Erdogan.  

      

   

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