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França

Seis funcionários da Air France sob custódia policial

Funcionários da Air France sob custódia policial
Funcionários da Air France sob custódia policial REUTERS/Jacky Naegelen

Uma semana depois dos episódios de violência que marcaram o comité da empresa Air France, seis funcionários da companhia aérea foram detidos pela polícia. As detenções acontecem numa altura em que retoma o diálogo entre a direcção e os sindicatos com vista à saída da crise.

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Quatros dos funcionários da companhia aérea francesa foram detidos em casa e sem oferecer qualquer resistência, em Val-d'Oise, em Seine e Marne, no departamento de Yvelines e em Aisne. O quinto elemento foi preso um pouco mais tarde. Segundo fontes da polícia as detenções foram decididas após terem sido ouvidas as testemunhas e visionadas as imagens de video-vigiância. Segundo o tribunal de Bobigny "uma sexta pessoa foi colocada sob custódia policial durante a manhã". Ela foi convocada no quadro das investigações".

Seis funcionários sob custódia policial

Os cinco primeiros detidos trabalham no sector de carga e descarga de mercadorias avançou uma fonte próxima do dossier e entre eles há quem tenha mandato sincical na CGT. O responsável do sindicato Force Ouvrière, Christophe Malloggi disse à AFP que os funcionários foram interrogados "como bandidos ou traficantes de droga ou de armas". O sindicalista refere ainda que não entender todo este aparato, uma vez que "eles poderiam ter-se apresentado, sob convocatória, na esquadra da polícia".

Políticos reagem às detenções

O presidente do Partido de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon referiu-se a esta segunda-feira como o "dia do luto" e pediu "que a resistência e a raiva sejam mais contagiosas que o medo". "Detidos em casa às seis da manhã? Porquê? Para os humilhar diante das famílias ou porque preparavam uma fuga para Saint-Martin" ironizou Cécile Duflot, do partido os Verdes. Mais pragmático foi François Fillon, dos Republicanos, que afirmou que "não vou chorar... A polícia funciona assim com todo o mundo, incluindo com os responsáveis políticos".

Air France ameaça com sanções disciplinares

Pelo menos dez queixas foram apresentadas por seis seguranças e três quadros da empresa por "actos de violência" e outra da Air France por distúrbios e entrave à realização do Comité da empresa. O tribunal de Bobigny abriu uma investigação. Um outro inquérito interno da companhia permitiu igualmente identificar uma dezena de salários implicados nos actos de violência. Para além destas detenções, outros salários deverão receber notificações por terem participado nestes incidentes. A Direcção da Air France já fez saber que os funcionários poderão mesmo via a ser despedidos.

Vontade de dialogar

A direcção da Air France retomou o diálogo com os pilotos na passada sexta-feira, um encontro que segundo o sindicato dos pilotos decorreu "muito bem". Entretanto ainda não foi até ao momento fixada nova data para as negociações. Esta semana a direcção vai continuar as negociações com outras organizações sindicais que deverão decorrear até quarta-feira. Estes encontros são vistos como um primeiro passo na retoma das conversações com vista a evitar o despedimento de 2900 funcionários. Estas medidas estão previstas no novo plano social da companhia aérea e resultaram nos episódios de violência contra vários membros da direcção da empresa, no qual o director de Recursos Humanos, Xavier Broseta, acabou torso nu.

Para hoje está prevista uma manifestação de apoio aos seis detidos, em Roissy, avançou fonte sindical à AFP.

 

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