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Líbano

Atentado mortífero no Líbano

Drama ocorreu na noite de quinta para sexta-feira em Beirute.
Drama ocorreu na noite de quinta para sexta-feira em Beirute. REUTERS/Khalil Hassan

Cerca de 43 mortos e 244 feridos, eis o balanço do atentado que decorreu na noite de quinta para sexta-feira no Líbano, num bastião do Hezbollah no sul de Beirute. O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou o ataque num comunicado.

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Dois terroristas fizeram explodir os cintos, num momento de grande afluência em frente a um centro comercial no bairro de Bourj-Barajneh, nos arredores do sul de Beirute.

As explosões ocorreram com poucos minutos de intervalo e provocaram danos importantes num bastião do Hezbollah.

Segundo o correspondente da RFI, Paul Khalifeh, o primeiro terrorista que circulava de moto, aproximou-se do centro comercial e fez explodir a primeira bomba. As primeiras vítimas caem no chão enquanto os populares tentam ajudar os feridos. Enquanto isto, eis que um segundo terrorista faz explodir os cintos com explosivos. Um autêntico banho de sangue testemunha o correspondente da RFI.

As explosões também provocaram danos nas lojas, em fachadas de prédios e incendiaram carros.

Durante a confusão, os combatentes do Hezbollah e as forças armadas do Líbano decidiram fechar o bairro. Segundo fontes próximas do Hezbollah, um terceiro terrorista foi abatido antes de fazer explodir o cinto. A parte inferior do corpo foi arrancada, o que significa que morreu por causa de uma das primeiras explosões, admitiu o ministro do Interior, Nouhad Machnouq. Quanto ao quarto terrorista, nenhuma informação oficial veio confirmar ou desmentir a sua presença.

Esta atentado, um dos mais violentos que ocorreu no Líbano, provocou consternação no país e foi condenado por toda a classe política libanesa.

Estado Islâmico reivindicou

A investigação da polícia não quer pôr de parte nenhuma hipótese, mas tudo indica que seja a pista jihdista, aliás o comunicado do EI está em conformidade com o que aconteceu. O comunicado evocou uma moto conduzida por um terrorista, como confirmou a polícia.

Um último elemento, segundo o correspondente em Beirute, leva a crer que a pista jihadista é de facto a mais certa. Os serviços de segurança libaneses notaram movimentações das células próximas do EI no Líbano e os seus membros projectavam cometer atentados.

Reacção de François Hollande, presidente francês

Num comunicado, François Hollande mostrou a sua «indignação» com este acto. «Os franceses partilham o luto nacional dos libaneses. A França está cada vez mais empenhada para a paz, a unidade e a estabilidade no Líbano», concluiu.

O Primeiro-ministro francês, Manuel Valls, também se exprimiu através do Twitter, afirmando que foi um horror o atentado islamita que tocou Beirute. «Solidariedade com o povo libanês», pôs no Twitter o chefe do Governo.

De notar que esta sexta-feira é dia de luto nacional.

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