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Líbano

Dia de luto nacional no Líbano

Dia de luto nacional no Líbano, 13 de Novembro de 2015
Dia de luto nacional no Líbano, 13 de Novembro de 2015 REUTERS/Ali Hashisho

O Líbano viveu, esta sexta-feira, um dia de luto nacional, na sequência do duplo atentado bombista que matou 44 pessoas e fez mais de 200 feridos. Maria João Tomás, especialista no Médio Oriente, explica que se tratou de uma resposta do autoproclamado Estado Islâmico “à perda de poder na Síria” e ao apoio do Hezbollah ao regime de Bashar Al-Assad.

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Foi um dia de luto nacional, algumas horas depois do atentado mais mortífero levado a cabo pelo autoproclamado grupo Estado Islâmico no Líbano e um dos mais sangrentos desde o fim da guerra civil (1975-1990).

O duplo atentado bombista de ontem matou 44 pessoas e fez mais de 200 feridos. Os ataques aconteceram num bairro do sul de Beirute, bastião do Hezbollah, e foram reivindicados pelo autoproclamado grupo Estado Islâmico.

Maria João Tomás, especialista no Médio Oriente e directora da Casa Árabe de Lisboa, considera que o atentado em Beirute é uma resposta do autoproclamado Estado Islâmico ao apoio do Hezbollah na luta contra os jihadistas na Síria e uma resposta do grupo “à perda de poder na Síria”.

Para Maria João Tomás, o autoproclamado grupo Estado Islâmico está “realmente a ficar cercado”, sublinhando que outro problema essencial é “a dispersão dos jihadistas que estão a sair da Síria e do Iraque, muitos deles com passaporte europeu e a utilizá-lo para voltar para o continente europeu”.

A autora de "Da Primavera ao Inverno Árabe" teme que haja mais atentados na Europa e alerta que “há que ter muito controlo agora mais do que nunca”, uma vigilância que se deve traduzir junto dos que “estão a regressar” e, sobretudo, “nas mesquitas onde os imãs são pagos a preço de ouro por cada jihadista que conseguem enviar”.

No entanto, Maria João Tomás ressalva que se trata de “tudo menos muçulmanos”, ou seja, “são pessoas que estão a utilizar a religião para outros fins”. “Isto não é religião, isto é um negócio. Que fique bem claro que é para as pessoas não ficarem iludidas que vão para lá lutar por uma causa que não existe”.

 

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