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Política/Taïwan

Derrota do Kuomintang nas eleições de Taïwan

Tsai Ing-wen anuncia  a sua vitória  numa conferência de imprensa em Taipei.Janeiro 16,2016
Tsai Ing-wen anuncia a sua vitória numa conferência de imprensa em Taipei.Janeiro 16,2016 ©REUTERS/Damir Sagolj

A derrota do Kuomintang(KMT) partido no poder na eleição presidencial , assinala uma nova era na ilha Formosa(Taïwan) desde a separação entre os nacionalistas e a China continental.O Kuomintang é favorável à uma reaproximação com as autoridades de Pequim, que têm proposto à Taipei uma reunificação em condições semelhantes às de Hong-Kong.As novas gerações de Taïwan rejeitam a proposta da República Popular da China, o que sem dúvida contribuiu para vitória eleitoral de Tsai Ing-Wen, candidata do Partido Democrático Progressista(PDP).

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Com 59 anos de idade, Tsai Ing-Wen tornou-se a primeira mulher a ser eleita presidente na história da chamada China nacionalista, Taïwan, ao beneficiar de 56,12% dos sufrágios. O seu rival, Eric Chu, candidato do Kuomintang,partido no poder, arrecadou 31,04% dos votos, registando por conseguinte uma derrota histórica desde 1949, data em que os nacionalistas do Kuomintang se refugiaram na ilha, após terem sido vencidos pelos comunistas.

A China continental governada pelo Partido Comunista, encetou no decurso dos últimos anos uma política de reaproximação com o Kuomintang, na esperança de reunificar todo o seu território. Segundo os analistas, Pequim não perdeu a esperança de reintegrar Taïwan, que os dirigentes comunistas consideram parte integrante do território chinês. A presidente-eleita, senhora Ing-Wen opõe-se à reaproximação com Pequim e preconiza o fim da dependência económica de Taïwan em relação à China continental.

 A candidata do Partido Democrático Progressista(PDP) apelou para que Pequim respeite , "o modelo democrático,a identidade nacional e a integridade territorial de Taïwan".

O desanuviamento das relações entre Pequim e Taipei tinha culminado em fins de Novembro de 2015 com a primeira reunião de alto nível entre a China continental e a ilha de Taïwan, desde a separação dos dois territórios há mais de 60 anos.

 Não obstante a assinatura de acordos comerciais entre Pequim e Taïwan e Taipei e o acréscimo do turismo dos chineses continentais à ilha Formosa,os habitantes desta última consideram ter perdido a sua identidade e soberania, devido à sua dependência económica relativamente à República Popular de China.

 Um consenso tácito, concluído em 1992 entre Pequim e Taipei estabelece que existe só uma China, possibilitando a cada uma das partes a liberdade de interpretar o referido pacto. A maneira de advertência à senhora Tsai Ing-Wen, a China realçou que não manterá relações com um dirigente, que não reconheça Taïwan como parte integrante de um país único".

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