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Política/Irão

Irão assinala fim de sanções internacionais

Hassan Rohani, presidente  do Irão.Dezembro 2015
Hassan Rohani, presidente do Irão.Dezembro 2015 ISNA

Após cerca de 14 anos a ONU levantou as sanções aplicadas ao Irão, devido ao seu controverso programa nuclear. As últimas inspecções efectuadas pelos peritos da Agência Internacional de Energia Atómica confirmam o respeito pelo Irão do acordo assinado em Julho de 2015 com a comunidade internacional, visando o fim do enriquecimento de urânio, para fins militares. 

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Os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha designadamente suspeitavam o Irão de querer fabricar uma bomba atómica, o que as autoridades de Teerão sempre negaram. Saliente-se que o fim das sanções ao Irão e a consequente implementação do acordo nuclear com a ONU à partir de 17 de Janeiro 2016 está longe de contentar todos, no seio da comunidade internacional, como o confirmou, o presidente Hassan Rohani.

Com o fim das sanções aplicadas ao Irão pelo ONU desde há praticamente 14 anos devido ao controverso programa nuclear iraniano, as autoridades de Teerão revelam-se optimistas no tocante à reinserção do país no concerto das nações. Numa alocução ao país por ocasião da entrada em vigor do acordo com a ONU , o presidente Hassan Rohani assinalou o fim do isolamento do Irão na cena internacional, mas não deixou de dar ênfase ao facto de que existem círculos hostis à reintegraçãodo seu país no certame mundial, fora e dentro da comunidade muçulmana.

Sem fazer uma alusão directa à Israel, que tem criticado o acordo sobre o programa nuclear iraniano concluído em 14 de Julho de 2015 em Viena de Áustria entre Teerão e a ONU,assim como à Arábia Saudita e aos círculos republicanos de Washington, o chefe de Estado do Irão referiu-se à necessidade de aproveitar a nova era que se vislumbra para relançar o desenvolvimento do seu país. Ele exortou os seus compatriotas a manter a unidade nacional:

   

                    

"O acordo nuclear é apenas uma nova etapa da qual devemos tirar proveito para o desenvolvimento económico do nosso país e a prosperidade do nosso povo.

Este acordo contribui para a estabilidade e o restabelecimento da paz e segurança na região. Mas isso só será possível se nós estivermos unidos.

O mundo inteiro congratula-se por este acordo nuclear, excepto os sionistas, os belicistas e todos aqueles que tencionam dividir a comunidade muçulmana, nomeadamente os extremistas americanos.

Este acordo tornará possível a interacção e a coordenação com a comunidade internacional", segundo o Presidente iraniano.

Segundo os analistas, o ênfase dado por Hassan Rohani ao desenvolvimento do seus país , é igualmente uma resposta aos cépticos no seio do regime de Teerão, que duvidam muito, que o êxito diplomático do acordo sobre o programa nuclear se transforme em benefícios económicos para o Irão.

 Em declarações neste domingo 17 de Janeiro de 2016, o presidente dos Estados Unidos , Barack Obama, congratulou-se pelo facto de que o Irão não vai fabricar a bomba atómica. Obama apelou também para que os iranianos "construam novas relações com o mundo". O chefe de Estado americano considerou que a recusa em dialogar com o Irão durante décadas, não serviu os interesses dos Estados Unidos.

 Todavia Barack Obama não deixou de realçar que persistem divergências profundas entre Washington e Teerão, designadamente no respeitante à actividades do Irão que o presidente americano qualificou de destabilizadoras. O acordo sobre o programa nuclear iraniano facilitado pelo grupo dos 5+ 1( China, Rússia, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha) e por intermédio do qual o Irão compromete-se a tomar medidas que visem enriquecer urânio somente para fins civis, é tido como um dos mais importantes sucessos diplomáticos do segundo mandato de Barack Obama.

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