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Síria

Milhares de sírios fogem a ataques de Bashar al-Assad

Milhares de sírios fugindo a combates em Alep amontoam-se na fronteira turca de Bab al-Salama, a 5 de fevereiro de 2016.
Milhares de sírios fugindo a combates em Alep amontoam-se na fronteira turca de Bab al-Salama, a 5 de fevereiro de 2016. BULENT KILIC / AFP

Avanço para o norte do país de soldados do presidente sírio Bashar al-Assad, com apoio da aviação russa na província de Alep, está a provocar uma imensa fuga de de dezenas de milhares de pessoas fugindo à guerra.

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São dezenas de milhares de civis a fugirem ao avanço de soldados do presidente sírio, Bashar-alAssad, apoiados por aviões russos na província de Alep, que acabaram por ficar bloqueados no norte da Síria, certamente, quando tentavam chegar à fronteira com a Turquia.

Outros milhares de civis fugiram por sua vez para localidades como Afrine e Azaz.

A organização mundial das nações unidas, ONU, já qualificou este estado de coisas como preocupante estando algumas das suas organizações humanitárias a tentar socorrer e ajudar essa população síria.

Em pouco menos de dois dias cerca de 40 000 pessoas abandonaram zonas de combates na província de Alep para se dirigirem para o norte em direcção da Turquia.

Ontem à noite, 5 de fevereiro, a maioria dos deslocados caminhava ao longo da estrada ou concentrava-se no posto de fronteira de Bab al-Salama.

Fonteira encerrada e grave situação humanitária

O mínimo que se pode dizer a estas horas é que as autoridades turcas mantêm a fronteira encerrada deixando passar apenas doentes ou idosos, segundo um porta voz da OCHA, escritório para os assuntos humnaitários.

O porta voz, Iyad Nasr da OCHA, para o médio oriente, declarou à RFI, que "as outras pessoas permanecem bloqueadas na fronteira ou então  concentradas em zonas a céu aberto."

"Há cada vez mais pessoas a fugir zonas de combate, acrescenta o porta voz que estima em cerca de 25 000 o número de pessoas que chegaram à fronteira turca de Bab al-Salama, estando outras dezenas de milhares de pessoas nas cidades de Azaz e Afrine, algumas abandonadas."

"A situação humanitária é tanto mais grave não apenas devido aos confrontos, mas porque não há meios para a gente fazer chegar a ajuda aos deslocados", sublinha ainda o porta voz da OCHA, à RFI.

"As pessoas que abandonaram as suas casas necessitam de tudo, desde alimentos a medicamentos", nota ainda a agência da ONU para os assuntos humanitários no médio oriente.

Enfim, uma outra fonte no sul da Turquia, afirmou à RFI, "vai ser cada vez mais difícil ajudar a população que fica na região de Alep, como os deslocados que preferiram fugir aos combates, na medida em que é quase missão impossível, gerir entre 5 mil a 10 mil, que chegam de rompante a uma fronteira.

 

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