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União Europeia

Os refugiados e o Brexit na mesa das conversações da UE

O chefe do governo britânico, David Cameron, avistou-se com o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, neste 18 de Fevereiro na cimeira de Bruxelas.
O chefe do governo britânico, David Cameron, avistou-se com o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, neste 18 de Fevereiro na cimeira de Bruxelas. REUTERS/Olivier Hoslet/Pool

Está a decorrer até amanhã em Bruxelas uma cimeira do Conselho Europeu cujo intuito é tentar arrancar um compromisso com o Reino unidos para evitar a sua possível saída da União Europeia e salvar a frágil unidade que ainda resta num continente já a braços há largos meses com a pior crise migratória que alguma vez conheceu desde 1945, o afluxo massivo de refugiados sendo a outra problemática em foco nesta reunião.

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No dossier britânico, espera-se uma dura negociação entre David Cameron e os restantes líderes europeus. O objectivo é fechar um acordo que permita ao Reino Unido permanecer na União Europeia, o primeiro-ministro britânico tendo exercido fortes pressões ao longo dos últimos meses no intuito de alterar a relação do seu país com a União Europeia, ter uma posição mais vantajosa, para poder defender o "sim" à Europa, no referendo sobre a questão que terá lugar até 2017.

À entrada para a Cimeira, David Cameron avisou que só aceita um acordo que satisfaça as reivindicações britânicas. “Vou lutar pelo Reino Unido se conseguirmos um bom acordo, eu aceito esse acordo. Mas não aceitarei um acordo que não corresponda ao que nós precisamos. É muito melhor fazer isto bem do que fazer as coisas à pressa. Com bom trabalho e trabalho duro, conseguimos um acordo melhor para o Reino Unido”, afirmou David Cameron. Contudo, vários Estados-membros opõem-se a algumas das reivindicações britânicas. O ponto mais polémico é a possibilidade de Londres poder suspender certas ajudas sociais atribuídas a trabalhadores europeus, durante os primeiros anos de estadia no Reino Unido, se houver uma grande pressão migratória.

O outro dossier polémico é a gestão da crise migratória. Os 28 vão fazer o ponto da situação das medidas que já aprovaram para gerir a situação. Mas muitas medidas estão a ser implementadas muito lentamente. Por exemplo é necessário criar mais centros de registo de refugiados na Grécia e na Itália. Por outro lado, vários Estados-membros estão a tomar medidas avulsas de controlo das fronteiras internas. Ora a Comissão Europeia defende que o problema deve ser gerido de forma conjunta sem colocar em causa a liberdade de circulação dentro do espaço comunitário. Mais pormenores com Vasco Gandra.

Vasco Gandra, correspondente da RFI em Bruxelas

 

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