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Bolívia: "Não" ao quarto mandato de Evo Morales?

O presidente boliviano Evo Morales
O presidente boliviano Evo Morales REUTERS/Alessandro Bianchi

O presidente boliviano Evo Morales poderá perder o referendo de ontem sobre a possibilidade de se candidatar a um quarto mandato. Ainda não há resultados definitivos mas os parciais e as sondagens à boca das urnas davam a vitória ao "Não".

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A Bolívia está à espera dos resultados definitivos do referendo de ontem sobre uma revisão constitucional abrindo o caminho para o presidente Evo Morales disputar um quarto mandato de 5 anos em 2020 no fim do seu actual mandato.

Vários meios de comunicação social privados anunciaram a vitória do "Não". A televisão ATB apontava para 52,3 % para o "Sim" ao passo que o canal Unitel avançava 51 %. Quanto aos resultados parciais divulgados esta manhã, o fosso era maior (63,51 % contra 36,49 %) em 27 % dos sufrágios.

Mas o governo considera que este anúncio ainda é prematuro e acredita num desfecho positivo atendendo a que os resultados parciais não incluem as zonas rurais onde é grande a popularidade do presidente.

Caso se confirme a derrota, e Morales já garantiu que vai respeitar os resultados, seria o primeiro revés eleitoral do primeiro presidente ameríndio da Bolívia desde a sua chegada ao poder em 2006.

Andrès Malamude, investigador na Universidade de Lisboa, sublinha que, em todo o caso, Evo Morales é um bastião do bolivarianismo e tem a seu favor uma boa governação.

Reeleito com 61% dos votos em outubro de 2014 e com 56, Evo Morales pretende prosseguir com o socialismo bolivariano e manter-se poder até 2025. Os resultados oficiais serão publicados dentro de alguns dias.

Até à última semana antes do escrutínio, as sondagens apontavam para uma igualdade nas intenções de voto mas a tendência poderá ter sido alterada pelas acusações de tráfico de influências de que Morales foi vítima. Em causa estaria o favorecimento em concursos públicos de uma empresa chinesa (CAMC) na qual trabalha a sua ex-companheira Gabriela Zapata.

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