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Portugal

Presidente português promete presidência de afectos

Marcelo Rebelo de Sousa, chefe de Estado português
Marcelo Rebelo de Sousa, chefe de Estado português REUTERS/Hugo Correia

Na tomada de posse, esta quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa prometeu uma presidência de afectos e promete também atenção à diáspora. Para começar, o 10 de Junho, dia de Camões e das Comunidades, vai ser celebrado pela primeira vez em Paris, a terceira cidade no mundo onde vivem mais portugueses, depois de Lisboa e Porto.

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Marcelo Rebelo de Sousa vive em Cascais – a mais de 30 quilómetros de Lisboa – mas hoje acordou na capital. Dormiu na casa dos pais, onde cresceu, na rua de São Bernardo, a 10 minutos a pé do Parlamento.

Por isso, na manhã em que foi empossado, o Presidente eleito dispensou o carro e caminhou até à Assembleia da República, acompanhado pelo corpo de segurança pessoal.

Ali, às 10h, – perante uma câmara cheia, de deputados, antigos Presidentes, chefes de Estado estrangeiros, incluindo o de Moçambique, e até os candidatos presidenciais que derrotou – jurou a Constituição e citou Miguel Torga, para dizer que os portugueses precisam de se valorizar “«O difícil para cada português não é sê-lo; é compreender-se. Nunca soubemos olhar-nos a frio no espelho da vida. A paixão tolda-nos a vista». (...) Torga viu o essencial. E o essencial é que continuamos a minimizar o que valemos. E, no entanto, valemos muito mais do que pensamos ou dizemos.”

O 20.º Presidente da República portuguesa saiu do Parlamento aplaudido de pé, mas não por todos os deputados – os do PCP e do Bloco foram muito mais contidos.

No Mosteiro dos Jerónimos, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a quebrar a tradição: depositou flores no túmulo do poeta Luís Vaz de Camões, como é costume, mas pela primeira vez estendeu o gesto ao túmulo de Vasco da Gama, o navegador que descobriu o caminho marítimo para a Índia.

O Presidente que promete uma presidência de afectos promete também atenção à diáspora. Para começar, o 10 de Junho, dia de Camões e das Comunidades, vai ser celebrado pela primeira vez em Paris, a terceira cidade no mundo onde vivem mais portugueses, depois de Lisboa e Porto.

 

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