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Igreja

Papa Francisco pede maior misericórdia para situações matrimonais diferentes

Papa Francisco. Imagem de Arquivo.
Papa Francisco. Imagem de Arquivo.

Na exortação apostólica sobre a família, “Amoris Laetitia” (“A Alegria do Amor”), o Papa Francisco fala da importância de não tratar todos os casos da mesma maneira.

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O Papa Francisco, na exortação apostólica “Amoris Laetitia”, defende que as pessoas que se encontram em situações matrimoniais irregulares não estão todas privadas do estado de graça ou se encontram em pecado mortal.

O documento do Papa Francisco, divulgado esta sexta-feira, não altera, no entanto, a doutrina da indissolubilidade do casamento, mas admite que pode haver pessoas que, estando numa situação de pecado, não são plenamente culpáveis e podem encontrar-se em estado de graça. O Papa Franciscou afirmou que quem se divorcia ou vive uma união fora do casamento “não pode ser condenado para sempre”.

Com este documento, o Papa Francisco parece estar a retirar um dos principais argumentos usados para negar a todos os divorciados recasados a admissão aos sacramentos.

O texto, com 260 páginas, tenta mediar a resistência dos mais conservadores e os apelos de mudança da ala mais reformista. Aliás a ala reformista já reagiu, a conferência francófona de baptizados saudou o carácter "discretamente subversivo" do texto do Papa Francisco sobre a família, apesar de haver "pouca evolução" quanto aos homossexuais.

Na exortação apostólica, o Papa referiu-se ao trabalho dos padres sinodais e afirmou que com eles examinou “a situação das famílias que vivem a experiência de ter no seu seio pessoas com tendência homossexual, experiência não fácil nem para os pais nem para os filhos”.

Neste sentido, o Papa Francisco expressou o desejo de “reafirmar que cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito, procurando evitar ‘qualquer sinal de discriminação injusta’ e particularmente toda a forma de agressão e violência".

No entanto a exortação não altera a posição da Igreja sobre a união homossexual, afirmando que “não há qualquer fundamento para assimilar ou estabelecer analogias, mesmo longínquas, entre as uniões homossexuais e o projecto de Deus sobre o casamento ou a família”.

Por último, o Papa Francisco voltou a insistir na necessidade de a Igreja “respeitar” e não excluir as pessoas homossexuais da vida cristã.

Para o cardeal cabo-verdiano Dom Arlindo Furtado, este documento coloca a igreja no seu dever que é de ajudar e apoiar, e não julgar, porque há situações complicadas vividas por famílias. O cardeal abordou também a evolução do discurso da Igreja quanto aos homossexuais.

Lembramos que este ano, é o 26° Jubileu da Misericórdia, um ano santo para o catolicismo.

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