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Política /Filipinas

Presidencial filipina: forças de segurança em alerta

Grace Poe ( no centro) ,candidata independente à  presidencial  das Filipinas rodeada de partidários .07 de Maio de 2016
Grace Poe ( no centro) ,candidata independente à presidencial das Filipinas rodeada de partidários .07 de Maio de 2016 ©REUTERS/Erik De Castro

Na véspera de eleições gerais, marcadas por uma campanha extremamente tensa e divisiva, as forças de segurança foram colocadas em estado de alerta nas Filipinas. Rodrigo Duterte, favorito na corrida à magistratura suprema filipina, ameaçou que uma vez eleito, mandará matar milhares de criminosos.

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Um dia antes do escrutínio que vai decidir quem será o sucessor do Presidente Benigno Aquino, as forças de segurança filipinas foram colocadas em estado de alerta.Destinado a impedir actos que possam contrariar a normalidade das eleições gerais nesta segunda-feira, o estado de alerta das forças de segurança, segundo observadores, é o resultado da campanha marcada pela, violência ,a tensão e as divisões no seio da sociedade filipina.

 Eric Alvia, chefe do grupo de observadores locais, denominado "National Citizens Movement for Free Elections"(Movimento Nacional dos Cidadãos para Eleições Livres ) declarou que a retórica dos candidatos durante a campanha foi muito viciosa e agressiva ". O chefe de Estado cessante, Benigno Aquino, comparou o favorito Rodrigo Duterte à Adolf Hitler , alertando os filipinos para o perigo de uma ditadura, em caso de vitória de Duterte.

Os partidários de Duterte vangloriaram-se por este ter supostamente eliminado milhares de criminosos e crianças de rua, através de esquadrões da morte, durante a sua presidência da Câmara de Davao, no sul das Filipinas . Por seu lado, Rodrigo Duterte, acusa o Presidente Aquino de preparar uma fraude massiva para favorecer a vitória do seu rival Mar Roxas, ex-ministro do interior.

A Comelec (Comissão Eleitoral), lamentou informações, segundo as quais existe uma rede de compra de votos, uma prática corrente na vida política das Filipinas, da qual um quarto dos seus 100 milhões de habitantes vive abaixo do limiar da pobreza.

Segundo as autoridades policiais filipinas ,no decurso da campanha morreram pelo menos 15 pessoas, entre as quais, neste sábado, uma rapariga de 9 anos de idade, vítima da explosão de uma granada nas traseiras do domicílio de um senhor da guerra, na província de Manguidanao, actualmente dilacerada por um conflito.

Os correligionários de Rodrigo Duterte, alcunhado de o "Donald Trump" filipino,ameaçaram que se o seu candidato não ganhar a eleição presidencial, estão determinados a provocar uma "revolução" . Para além do presidente da república vão ser eleitos também, edis, vereadores e vice-presidentes. Cerca de 135.000 polícias foram mobilizados para garantir a segurança do escrutínio do dia 9 de Maio, no qual participarão uma total de 44.000 candidatos para 18.000 funções.

Concorrendo à eleição presidencial, estão igualmente Jejomar Binay da UNA(Aliança Nacionalista Unida) , Miriam Defensor Santiago do PRP ( Partido Reformista Popular) e Grace Poe, candidata independente. Rodrigo Duterte representa o PDP-Laban( Partido Democrático Filipino) e Mar Roxas, o Partido Liberal, do qual é afiliado o Presidente Benigno Aquino. O vencedor do escrutínio será o décimo sexto Presidente da República das Filipinas.

Nas Filipinas, a votação para o cargo de vice-presidente é efectuada separadamente da eleição presidencial. Os candidatos à vice-presidente em 2016, são Alan Peter Cayetano(Rodrigo Duterte), Leni Robredo(Mar Roxas) , Gregorio Honasan( Jejomar Binay), Bongbong Marcos(Miriam Defensor Santiago) e Francis Escudero( Grace Poe).

 

    

                     

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