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Reino Unido

24 horas cruciais para o futuro do Reino Unido e da União Europeia

Capa de um jornal britânico a 22 de Junho de 2016.
Capa de um jornal britânico a 22 de Junho de 2016. REUTERS/Russell Boyce

Na véspera do referendo sobre a permanência ou saída do Reino Unido da União Europeia, multiplicam-se os apelos ao voto dos indecisos. O primeiro-ministro, David Cameron, indicou, esta quarta-feira, que “tudo pode acontecer”, depois de ter advertido que uma saída é irreversível.

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As atenções europeias estão concentradas na consulta popular desta quinta-feira sobre a permanência ou a saída do Reino Unido da União Europeia. Esta quarta-feira, as campanhas dos pró e contra o “Brexit” concentraram-se nos indecisos, um eleitorado que poderá ser crucial para o resultado do referendo.

O primeiro-ministro, David Cameron, indicou, esta quarta-feira, que “tudo pode acontecer”, depois de ter advertido que uma saída é irreversível. "Brits don't quit!" ("Os britânicos não desistem"), disse o chefe de governo em referência a uma citação de Churchill durante a Segunda Guerra Mundial.

O líder dos “pró-brexit” é Boris Johnson, ex-presidente da câmara de Londres e aspirante à corrida à chefia do governo. Num debate televisivo, ontem, Johnson declarou que o dia do referendo será “o dia da independência do país”.

No debate, o actual autarca de Londres, o trabalhista Sadiq Khan, acusou Boris Johnson de ter orquestrado uma campanha baseada no ódio e na exploração dos medos ligados à imigração.

O voto desta quarta-feira acontece uma semana depois do assassínio da deputada trabalhista Jo Cox. Aos 41 anos, a advogada militava pela permanência do Reino Unido na UE e tinha defendido o acolhimento de refugiados sírios. O seu alegado assassino, Thomas Mair, foi acusado de homicídio e, em tribunal, declarou, no sábado: “Morte aos traidores, liberdade para a Grã-Bretanha”.

Esta quinta-feira, as mesas de voto vão abrir às 06h00 TMG e vão fechar às à 21h00 TMG. Os resultados oficiais serão proclamados na sexta-feira após as 06h00 TMG.

O "divórcio" ou a "união de facto" do Reino Unido vão acontecer num período em que a Europa se viu atingida por uma série de atentados extremistas desde o início de 2015, em que enfrenta a maior crise migratória desde 1945 e em que quase viu a Grécia abandonar a zona euro no verão de 2015.

 

Opiniões lusófonas sobre o "Brexit"

Vítor Matias, o enviado especial a Londres, falou com várias personalidades lusófonas a residirem em Londres.

A advogada Ricardina Pederneira considera que Angola tem todo o interesse em que a Grã Bretanha não saia da UE, dadas as relações entre Angola e a Grã Bretanha.

Ricardina Pederneira

Alcino Francisco, director da publicação PALOP News, considera que a Grã-Bretanha já ficou a perder com a organização deste referendo.

Alcino Francisco

Lia Matos, presidente do centro comunitário português, em Lambeth, no sul de Londres, fala na ameaça do "brexit" como um "bluff".

Lia Matos

 

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