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Reino Unido

Theresa May pediu união do Reino Unido no "Brexit"

Theresa May no n° 10 Downing Street
Theresa May no n° 10 Downing Street DR

Theresa May, a nova líder do Partido Conservador britânico recebe hoje as chaves do n° 10 Downing Street das mãos do primeiro-ministro demissionário, David Cameron. Aquela que foi até hoje a Ministra do Interior, terá agora como principal tarefa levar a cabo da melhor maneira a saída da Reino Unido da União Europeia, apesar e ter militado discretamente contra essa opção.

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David Cameron presidiu hoje o seu último Conselho de Ministros. No encontro, a sua sucessora, Theresa May, homenageou o Primeiro - ministro demissionário, e posou depois para os fotógrafos nos degraus da sua nova residência oficial.

Theresa May terá de enfrentar vários desafios importantes durante a sua governação, e o primeiro será o estabelecimento dum prazo para a saída do Reino Unido da União Europeia, e a aplicação do Artigo 50 - procedimento para formalizar a saída da UE - que pode arrastar-se durante algum tempo, devido às negociações para um “Brexit” bem sucedido.

Theresa May apoiou a permanência da Grã-Bretanha na União Europeia, o "Bremain", mas já prometeu que "Brexit significa Brexit", e que a levará a cabo da melhor maneira.
 

Em visita à sede do Partido Conservador, que ela agora dirige, Theresa May apelou à unidade nacional na saída do Reino Unido da União Europeia: "Agora, mais do que nunca, precisamos trabalhar juntos para realizar o Brexit, para construir um país que trabalhe para todos, e para unir o nosso partido e a nossa Nação", sublinhou aquela que muitos comparam já a Margaret Thatcher.

Oiça aqui a correspondência de Bruno Manteigas, em Londres 

 

Comparada a Margaret Thatcher pela sua determinação e firmeza em negociações, Theresa May também já foi comparada a Angela Merkel - ambas são filhas de padres, e guiam-se por valores morais fortes.

São estas duas qualidades que se esperam de Theresa May nos próximos anos para conduzir o país para fora da União Europeia sem ser o desastre económico e social que muitos receiam.

A formação do governo deverá começar ainda hoje e deverá juntar pessoas dos dois lados da campanha do referendo. Um gesto de pacificação que a líder conservadora vai querer mostrar para sarar feridas e unir o partido e o país.

O Brexit deverá ser uma pasta importante, mas Theresa May já deu a entender que não quer que a saída britânica da União Europeia domine o seu mandato, e prometeu medidas de justiça social e de impulso à economia.

 

 

 

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