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Alemanha

Alemanha apresenta medidas antiterroristas

Ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, durante anúncio de medidas anti-terroristas. 11 de Agosto de 2016.
Ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, durante anúncio de medidas anti-terroristas. 11 de Agosto de 2016. TOBIAS SCHWARZ / AFP

O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, apresentou, esta quinta-feira, várias propostas em resposta aos ataques reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico, em Julho, na Alemanha. Entre as medidas está a destituição da nacionalidade alemã a binacionais que combatem em milícias jihadistas.

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A destituição da nacionalidade alemã a alegados terroristas é a medida mais destacada do pacote hoje apresentado pelo ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, em resposta aos ataques reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico, em Julho, na Alemanha.

Os alemães que participam em combates no estrangeiro em nome de uma milícia terrorista e que têm outra nacionalidade devem, no futuro, perder a nacionalidade alemã”, declarou o ministro em conferência de imprensa, esta quinta-feira.

Thomas de Maizière apresentou outras medidas e estabeleceu como objectivo a sua adopção antes das legislativas de 2017. O ministro defendeu a possibilidade de se prender quem “coloque em perigo a segurança pública” para poder deter suspeitos de preparar ataques. Outra proposta é acelerar os processos de expulsões de estrangeiros que cometeram crimes, assim como juntar as diferentes forças especiais.

O ministro propôs, ainda, aumentar o número de efectivos da polícia para « vários milhares de pessoas nos próximos anos », investir nas tecnologias de reconhecimento facial, criar um serviço central encarregue de lutar “contra a criminalidade e o terrorismo na internet, nomeadamente “as comunicações entre terroristas” e “o comércio ilegal de armas na plataforma de internet paralela Darknet.

A Alemanha acolheu mais de um milhão de migrantes em 2015 e o facto de os atentados de Julho terem sido perpetrados por migrantes está a ser aproveitado pelos populistas da Alternativa para a Alemanha.

Em Julho, o país foi surpreendido pelo ataque com machete num comboio por um adolescente de 17 anos, alegadamente originário do Afeganistão, assim como com o atentado à entrada de um festival de música por um sírio.

Depois dos ataques, em Julho, a chanceler Angela Merkel, que tinha aberto as fronteiras aos refugiados, viu a sua popularidade baixar de 12 pontos.

No total, 820 pessoas deixaram a Alemanha rumo à Síria e ao Iraque, de acordo com um balanço dos serviços secretos alemães datado de Maio. O mesmo relatório indica que cerca de um terço regressou à Alemanha, 140 foram mortos e 420 continuam em território sírio ou iraquiano.

 

Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy volta a falar sobre nacionalidade

O tema da destituição de nacionalidade a binacionais acusados de actos de terrorismo já tinha sido largamente debatido em França após os atentados de 13 de Novembro do ano passado. A proposta acabou por cair por terra face às divisões políticas.

Em entrevista, esta quinta-feira, à revista Valeurs Actuelles, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy defendeu “uma modificação bastante substancial” do direito de solo, falando em “presunção de nacionalidade que permita não atribuir a nacionalidade a alguém que tenha cadastro na maioridade ou se se pudesse provar que os pais estavam em situação irregular no momento do nascimento”.

Nicolas Sarkozy defendeu, ainda, a proibição do uso do véu nas empresas e das ementas adaptadas à religião nas cantinas escolares.
 

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