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Convidado

Sucesso dos Jogos olímpicos abafou violência no Brasil

Áudio 10:01
Forças armadas na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, 19 de julho, durante Jogos olímpicos, sucesso desportivo, mas com violência nas favelas
Forças armadas na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, 19 de julho, durante Jogos olímpicos, sucesso desportivo, mas com violência nas favelas REUTERS/Ueslei Marcelino

Recebemos hoje como Convidada, Silvia Ramos, cientista social do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, que analisa connosco, a violência e segurança pública, no Brasil, paralelamente, aos Jogos olímpicos que terminaram, no último domingo, naquela cidade."Os Jogos foram uma surpresa positiva em relação a vários aspectos, porque se esperava que houvesse um desastre em todo o sentido, com um governo federal em crise [...] com a crise financeira do Estado, com a Zika e na verdade foi tudo muito bem (...).""Eu diria, excepto, na área de segurança pública. Na área de segurança pública, foi uma nota, digamos assim, destoante, da maioria dos acontecimentos na cidade ao longo dos jogos.""(...) O mais grave é que nesse período todo, houve muitos tiroteios de polícias, dentro de favelas, com mortes de várias pessoas.""A polícia do Rio de Janeiro, mata por ano, mais de 800 pessoas e isso dá uma certa média por mês; e nesses meses que antecederam os Jogos olímpicos, e mesmo durante os Jogos, olímpicos, este número aumentou.""Aumentou não só  o número de mortes, provocadas pela polícia, mais o número de pessoas feridas, e o número de confrontos, ou seja de tiroteios [entre policiais e criminosos]. E esse número, também, aumentou, não só antes dos jogos, mas, também, durante, o que é muito preocupante (...)."Palavras de Silvia Ramos, cientista social e coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, Brasil.

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