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G20

Cimeira do G20 sem consensos substanciais

Presidente francês na cimeira do G20 na China
Presidente francês na cimeira do G20 na China Reuters

Voltou a não haver entendimento entre as grandes potências acerca da guerra na Síria. Em causa o papel do presidente Al Assad ou as operações militares de Damasco contra alvos da oposição com o apoio russo.  

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O grupo reunido na cidade chinesa de Hangzhou, no leste, apelou a uma melhor distribuição das consequências acarretadas pela crise, já que presidente do Conselho europeu denunciara que o velho continente atingira os seus limites quanto ao acolhimento de migrantes.

O G20 que representa 85% da riqueza mundial teve ainda que gerir a discórdia sobre o projecto de tratado de livre comércio entre americanos e a União Europeia.

A comissão de Bruxelas alega manter o mandado para negociar com Washington, não obstante Paris ter vincado a sua recusa de um projecto que considerou como desiquilibrado.

O Reino Unido, por seu lado, já negoceia o seu futuro após a saída do bloco dos 28: a primeira-ministra britânica alega que o seu país quer ser um campeão do livre comércio com negociações já em curso com a Austrália. Theresa May afirmou ainda que a Índia, o México, a Coreia do Sul e Singapura tinham interesse no mesmo.

Após a presidência chinesa do G20 o grupo será chefiado em 2017 pela Alemanha.

Na hora do balanço o presidente francês François Hollande realçou os riscos de uma catástrofe em Alepo, na Síria, com a manutenção do impasse actual.

Eis um extracto das suas declarações:

"Há um risco maior de catástrofe humanitária em Alepo.

Há também um risco de internacionalização do conflito.

Com a presença agora não só da Rússia, de certa forma do Irão, mas também da Turquia.

A coligação internacional desempenhando também o seu papel, a França fazendo parte dessa dinâmica.

Vemos bem que a solução é política !

É verdade que o Daesh recua, é verdade que esta organização terrorista perde terreno.

Mas o caos e a desordem mantêm-se, bem como os confrontos de grupos.

Por isso temos que ir para negociações, é o que a França defende.

Fazer com que parem os bombardeamentos em Alepo e avançar-se para negociações.

A solução é política."

 

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