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UNIÃO EUROPEIA

Durão Barroso acusa União Europeia de discriminação

José Manuel Durão Barroso, antigo presidente da Comissão da União Europeia.
José Manuel Durão Barroso, antigo presidente da Comissão da União Europeia. RFI

Durão Barroso acusou hoje a União Europeia de discriminação. Numa carta dirigida ao seu sucessor na presidência da comissão, Jean Claude Juncker, reagia às medidas anunciadas por Bruxelas a propósito da sua ida para o banco Goldman Sachs.

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O actual presidente da Comissão europeia pediu esclarecimentos ao seu antecessor sobre o seu recrutamento para o banco norte-americano Goldman Sachs.

O ex primeiro-ministro luxemburguês teria cedido, desta feita, a múltiplas pressões no seio da mecânica europeia relativamente a um caso que faz correr muita tinta desde o seu anúncio em Julho passado.

Doravante Barroso seria recebido em Bruxelas como "representante de interesses", o antigo primeiro-ministro português perde as honras reservadas aos antigos presidentes da comissão.

Esta posição foi criticada por Catarina Martins, coordenadora do partido Bloco de esquerda em Portugal, segundo o qual esta posição de Juncker saberia a pouco e legitimaria o cargo para o qual foi apontado pela Goldman Sachs.

Uma instituição de crédito que a deputada em causa alega à agência Lusa ter estado "bem no centro da crise europeia, com manobras tão desgraçadas como a falsificação das contas da Grécia".

Durão Barroso na missiva dirigida ao seu sucessor esclarece-o quanto ao contrato proposto pelo banco americano refutando as referências quanto à sua integridade que considera "sem fundamento e completamente despropositadas". "Elas seriam discriminatórias em relação a mim e à Goldman Sachs".

A resposta agora submetida por Barroso deveria ainda ser submetida ao parecer não vinculativo de um comité etico que deve elucidar a Comissão sobre os projectos de reconversão profissional de antigos comissários europeus bem como a respectiva conformidade às regras internas de boa conduta.

"Nunca pedi uma posição privilegiada, mas não gostaria de ser discriminado, acrescenta o antigo presidente da comissão que não descarta responder a esse órgão, embora se interrrogue se uma "decisão a propósito do seu estatuto tenha já sido tomada". 

"Se for o caso gostaria de saber como é que esta decisão foi tomada, por quem e com base em que fundamentos", escreve Barroso na sua carta da qual a agência AFP conseguiu uma cópia.

 

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