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Política /Iémen

Civis vítimas de coligação no Iémen

Manifestação frente  à delegação das  Nações  Unidas  em Sanaa contra os ataques aéreos da coligação  árabe. 9 de Outubro de 2016
Manifestação frente à delegação das Nações Unidas em Sanaa contra os ataques aéreos da coligação árabe. 9 de Outubro de 2016 REUTERS/Khaled Abdullah

As populações civis tornaram-se as principais vítimas da guerra que assola há 19 meses o Iemen. A coligação árabe liderada pela Arábia Saudita é acusada de ser a responsável pelo ataque aéreo, que no sábado matou 140 pessoas durante uma cerimónia funerária em Sanaa, capital do Iemen. Milhares de pessoas protestaram nas ruas de Sanaa, gritando slogans hostis à Arábia Saudita. Os sauditas lideram a coligação internacional que apoia o governo do Iémen contra os rebeldes hutis e iniciou as suas operações em Março de 2015. Os Estados Unidos tencionam reavaliar o seu apoio à coligação.

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 Após a morte de 140 pessoas que assistiam à um funeral no sábado em Sanaa provocado por um ataque aéreo, a coligação internacional liderada pela Arábia Saudita que apoia o governo iemenita, afirmou neste domingo que vai efectuar um inquérito para apurar as responsabilidades. Os rebeldes hutis em luta contra o regime de Sanaa , imputaram a coligação a autoria do ataque, tido como o mais mortífero desde que a Arábia Sudita e os seus aliados encetaram em Março de 2015, a sua campanha militar contra os insurrectos de confissão xiita, apoiados pelo Irão.

 O ataque de sábado poderia deteriorar as relações entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita, já afectadas pelas derrapagens da coligação árabe nas suas operações no Iemen. A coligação é suspeitada de estar na origem da morte de mais de 4000 civis, vítimas da actual guerra civil iemenita. Segundo os analistas ,as 140 mortes ocorridas em Sanaa revelam-se embaraçosas para Washington que tem criticado com veemência Moscovo pelo importante número de mortos civis , provocado pelos bombardeamentos russos na cidade síria de Aleppo, em apoio ao governo do Presidente Bashar al-Assad.

 Inicialmente a coligação árabe liderada pelos sauditas negou a sua responsabilidade no massacre de Sanaa, mas em seguida anunciou que estava disposta para investigar a responsabilidade do ataque aéreo. A ONU,anunciou que o ataque resultou também  em mais de 525 feridos. O funeral era o do pai de Jalal al-Rowaishan,ministro do interior dos rebeldes, cuja presença na cerimónia não foi confirmada.

 Na sua rebelião contra o governo do Presidente Abedrabbo Mansour Hadi, os hutis de confissão xita ocuparam militarmente Sanaa em Setembro de 2014 e posteriormente tomaram o controlo de outras regiões do Iémen. Segundo o porta-voz das Nações Unidas, Rupert Colville, desde que a coligação iniciou a sua campanha no Iémen em Março de 2015, morreram mais de 4000 civis e cerca de 7000 foram feridos.

Formada pela a Arábia Saudita, Bahrein, Egipto, Marrocos, Qatar, Sudão e os Emirados Árabes Unidos, a coligação tem sido acusada por organizações de direitos humanos de matar civis bem  como  suspeitada de cometer crimes de guerra.

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