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Política/Líbano

Michel Aoun:novo Presidente do Líbano dois anos depois

Retrato de Michel Aoun,  novo  Presidente do Líbano. 30 de Outubro de 2016.
Retrato de Michel Aoun, novo Presidente do Líbano. 30 de Outubro de 2016. REUTERS/Mohamed Azakir

Vinte seis anos após ter sido expulso do Líbano pelo exército da Síria , o ex-general de 81 anos, Michel Aoun, é eleito à presidencia do país dos cedros,para um mandato único de seis anos . Aoun torna-se o terceiro general a exercer a magistratura suprema no Líbano. A sua eleição assinala o fim de uma longa crise institucional, no Estado do Médio-Oriente.

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Dois dos seus adversários políticos , Samir Geagea e Saad Hariri, hostis ao presidente sírio , Bashar al-Assad e aos seus aliados do Hezbolah, desempenharem um papel fundamental na eleição à presidência de Michel Aoun. O ex-chefe da milícia cristã, FL (Forças Libanezas) e o antigo ex-primeiro -ministro contribuiram para o compromisso parlamentar, que desembocou na eleição de Michel Aoun, num país como Líbano, onde os factores confissionais continuam a ter um papel determinante . O mandato de Chefe de Estado não era exercido no Líbano desde 2014, data do fim da presidência de Michel Sleimane

 Nascido em 18 de Fevereiro de 1935 no seio de uma família cristã maronita, em Haret Hreik, subúrbio do sul de Beirute, Michel Aoun, à semelhança de muitos jovens oriundos dos círculos modestos, optou por uma carreira militar. Após ter subido vários escalões , nomeadamente como chefe de uma unidade de elite em 1983, durante a guerra civil libaneza , ocorrida entre 1975 e 1990, Michel Aoun foi promovido à general.

 No verão de 1988 , o Presidente Amine Gemayel abandona o poder e nomeia Aoun líder de um governo militar encarregado de preparar a eleição de um novo chefe de Estado. Durante dois anos, Aoun chefia a guerra de libertação contra a presença do exército sírio no Líbano e tenta posteriormente desarmar as milícias Forças Libanezas, lideradas pelo cristão Samir Geagea. Aoun fracassa e rejeita o acordo de Taef( Arábia Saudita) em 1989 visando pôr um termo a guerra civil no Líbano, bem como a desarmar as Forças Libanezas de Samir Geaga. Em 1991 exila-se em Paris, onde residiu durante 15 anos. Ele regressará ao Líbano em Maio de 2005, após a retirada das tropas sírias em 27 de Abril do mesmo ano. O assassínio do Primeiro-Ministro libanês, Rafic Hariri em 14 Fevereiro de 2005 , desencadeou um vaga de protestos e a consequente retirada síria do país dos cedros. Depois de ter sido um feroz adversário político do regime sírio e do seu aliado libanês Hezbollah, Michel Aoun, optou por uma posição moderada, que segundo os analistas, não deve ser dissociada da sua eleição à presidência do Líbano em 31 de Outubro de 2016.

 Num comunicado da presidência , a França congratulou Michel Aoun pela sua eleição e reiterou os laços de amizade entre Paris e Beirute, bem como a vontade francesa de contribuir para a estabilidade do Líbano.

          

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