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Direito/Reino Unido

Julian Assange interrogado em Londres por magistrado sueco

Julian Assange por ocasião do décimo  aniversário  de Wikileaks
Julian Assange por ocasião do décimo aniversário de Wikileaks REUTERS/Axel Schmidt

Acusado de violação sexual na Suécia, o fundador do sítio de informação alternativo Wikileaks, Julian Assange, foi interrogado pela primeira vez por um representante da justiça sueca, na embaixada do Equador em Londres, onde ele se encontra refugiado desde 2012. A audiência de Assange foi realizada pela procuradora Ingrid Isgren , na presença de um homólogo equatoriano. O interrogatório do austrialano, foi negociado durante vários meses entre o Equador e a Suécia. As autoridades equatorianas impuseram como condição, que fosse um magistrado do seu país a efectuar directamente as perguntas à Julian Assange, embora as mesmas tenham sido suugeridas pelos investigadores suecos.

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Julian Assange foi interrogado durante quatro horas pela procuradora geral da Suécia Ingrid Isgren, encarregada do inquérito sobre uma alegada violação sexual cometida pelo fundador de Wikileaks. A representante do Ministério Público sueco, efectuou as perguntas por intermédio de um magistrado equatoriano. O resultado do interrogatório vai ser transmitido às autoridades competentes suecas, que decidirão se prosseguem ou não as investigações sobre o caso, no qual está implicado Assange.

 A justiça sueca desejava interrogar Julian Assange sobre as acusações feitas por uma mulher ,que afirma ter sido violada em 2010 pelo fundador de Wikileaks enquanto dormia numa relação não protegida. Assange nega a versão da acusadora. Modificada em 2005, a lei sueca qualifica de violação, toda e qualquer relação sexual tida com uma pessoa inconsciente.

O tribunal de Recurso sueco , decidiu em Setembro de 2016 , prolongar o mandado de captura lançado contra o Julian Assange , que reside na Embaixada do Equador em Londres há mais de quatro anos. Este asilo forçado, é a única maneira de evitar uma extradição para a Suécia. Assange pediu a anulação do referido mandado, após uma Comissão da ONU ter considerado em Fevereiro de 2016, que a sua estada na residência consular do Equador equivalia à uma prisão arbitrária pela qual ele devia ser indemnizado.

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