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Política /Áustria

Áustria: eleição presidencial marcada por vaga populista

Alexander Van der Bellen (à esquerda),e Norbert Hofer (à direita),do FPÖ, durante  o  debate  televisivo  de 01 de Dezembro  de 2016
Alexander Van der Bellen (à esquerda),e Norbert Hofer (à direita),do FPÖ, durante o debate televisivo de 01 de Dezembro de 2016 REUTERS/Leonhard Foeger

A longa campanha para a presidencial austríaca terminou sábado, com a extrema-direita a mostrar-se confiante numa eventual vitória. Norbert Hofer, de 45 anos candidato do FPö( partido da extrema-direita) espera tirar proveito da actual vaga populista na Europa para aceder à presidência da Áustria, em detrimento do seu rival independente e ex- líder ecologista Alexander Van der Bellen de 72 anos de idade. Uma vitória de Hofer no domingo, faria dele o primeiro dirigente da extrema-direita a ser eleito presidente na Europa ,desde 1945.

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O escrutínio de Maio último, anulado por irregularidades, tinha resultado na vitória de Alexander Van der Bellen de 72 anos , pela margem de apenas de 31 .000 votos. Norbert Hofer, candidato da extrema-direita , que na primeira volta do escrutínio de Abril vencera os seus adversários de centro-esquerda, espera beneficiar da emulação desencadeada pelo triunfo do Brexit no Reino Unido e de Donald Trump na presidencial dos Estados Unidos. Estes dois factos são associados à vaga populista que tem caracterizado nos últimos anos , a vida política e as sociedades de vários países desenvolvidos, em particular na Europa.

Os partidários do FPÖ(extrema-direita) representado por Norbert Hofer de 45 anos afirmam que são favoráveis à União Europeia, mas que não desejam perder a sua identidade. Eles defendem nomeadamente o restabelecimento dos controlos nas fronteiras.

 A campanha para a presidencial austríaca durou 11 meses e caracterizou-se pela violência verbal entre Hoper e Van der Bellen. Num dos debates televisivos, Hofer chamou 24 vezes Van der Bellen de mentiroso. Van de Bellen etiquetou Hofer com o mesmo nome por três vezes. Segundo os analistas , a eleição de domingo será bastante renhida, e tornar-se-á o epílogo do que a imprensa austríaca considera como o recuo da cultura polؙítica no seu país. De acordo com os politólogos ,os eleitores europeus têm procurado as respostas simplistas, dadas pelos partidos populistas para resolver os problemas complexos que afectam as suas sociedades. Embora o presidente seja o Comandante -em chefe  das Forças Armadas, na Áustria a função de Presidente da República é  simbólica.

 Durante uma conferência proferida em Nova Delhi na India , o antigo primeiro-ministro britânico, David Cameron, referiu-se ao populismo como sendo um perigo para a Europa. Cameron afirmou nomeadamente que uma vitória de Marine Le Pen na presidencial francesa de 2017, seria um golpe duro para a União Europeia.

 

       

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