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Estados Unidos

Demitida secretária da Justiça que recusou decreto de Trump

Sally Yates, a secretária da Justiça demitida pelo Presidente Trump por recusar cumprir decreto penalizando imigrantes muçulmanos
Sally Yates, a secretária da Justiça demitida pelo Presidente Trump por recusar cumprir decreto penalizando imigrantes muçulmanos DR

Nova demonstração de força do Presidente americano, Donald Trump, que demitiu a secretária da justiça, Sally Yates, nomeada pelo ex-presidente Obama e recusava aplicar o recente decreto que penaliza imigrantes muçulmanos suspeitos de terrorismo de entrar nos Estados Unidos.

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O Presidente americano, Donald Trump, continua a cumprir as suas promessas de campanha, nomeadamente em matéria de imigração e não está com meias medidas demitindo aqueles que não acatam as suas ordens, como acaba de fazer com a secretária [Ministra] da Justiça, Sally Yates.

Sally Yates, estava a desempenhar as funções interinamente já que pertencia à administração Obama e porque Jeff Sessions o escolhido pelo novo presidente americano para o posto da Justiça, continua à espera da sua confirmação pelo Senado.

Enquanto isso, o presidente Donald Trump, nomeou interinamente para essas funções, o número dois de Sally Yates, Dana Boente, até então procurador federal, que do seu lado, já declarou prontamente ir cumprir os decretos do Presidente que foi eleito pelo povo americano.

De notar ainda, que o Presidente Trump, demitiu igualmente o director dos serviços de imigração e fronteiras, Daniel Ragsdale, nomeado também pelo ex-presidente Obama, e que se recusava cumprir o decreto adoptando medidas punitivas contra imigrantes de origem muçulmana.

Imigrantes de 7 países Irão, Iraque, Iémen, Somália, Sudão, Síria e Líbia, suspeitos de terrorismo ou de terem circulado por esses estados muçulmanos onde actuam terroristas e jiadistas do Al Qaeda e estado islâmico.

O presidente americano, Trump, ignorou igualmente a decisão duma juíza de Brooklyn, Ann Donnelly, nomeada pelo ex-presidente Obama, suspendendo o seu decreto, dizendo que o mesmo seria aplicado para defender a segurança nacional.

Tudo isto, quando o presidente, Donald Trump, vai nomear esta noite, um juiz para o Supremo Tribunal órgão máximo do sistema federal judicial dos Estados Unidos.

As medidas do presidente Donald Trump, provocaram uma onda de manifestações e denúncias nos Estados Unidos e em vários países, como a França e organizações mundiais.

O secretário-geral da ONU, o português, António Guterres, criticou o decreto do presidente Trump, afirmando que medidas "às cegas" correm o risco de serem ineficazes.

Os países têm "direito e mesmo a obrigação de controlar as suas fronteiras para evitar a entrada de membros de organizações terroristas", explica num comunicado, sublinhando no entanto que estas medidas não podem ser tomadas "baseadas em nenhuma forma de discriminação religiosa, étnica ou de nacionalidade".

Também o ex-presidente Obama, denunciou o que chamou medidas discriminatórias contra muçulmanos e incitou os americanos a fazerem o mesmo.

Mas, curiosamente, o presidente Obama esqueceu-se que em 2011 e 2013, adoptou idênticas medidas contra refugiados do Iraque, proíbidos durante 6 meses de entrar nos Estados Unidos e criou uma lista de  países perigosos em matéria de terrorismo de que faziam parte estes mesmos 7 países.  

Na verdade estamos perante uma guerra jurídico-política, pois, o ex-presidente Obama assinou no passado dois decretos conhecidos por DACA e DAPA, para legalizar milhões de imigrantes e expulsar outros.

Ora, durante a última campanha eleitoral, o actual Presidente, Donald Trump, prometeu que se ganhasse as eleições anularia os decretos do ex-presidente Obama.  E é o que está a fazer por um período de 3 meses.

Depois deste período limitado no tempo, compete ao Congresso legislar na matéria, tendo impedido no passado legislação consequente dos democratas de Obama, que eram e continuam a ser minoritários.

Para o jornalista caboverdiano, Pedro Ben'Oliel Chantre, em Boston, em matéria de imigração, o presidente Obama, foi dos presidentes que mais expulsou imigrantes, sublinhando, que, no caso do novo Presidente, Donald Trump, a sua maneira frontal e pouco diplomata provoca insatisfação nas pessoas mas é normal que tenha a sua equipa para aplicar os seus decretos.

 

 

 

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