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Vida em França

Campanha presidencial com os nervos em franja

Áudio 11:42
O candidato socialista Benoît Hamon enfrenta um horizonte incerto.
O candidato socialista Benoît Hamon enfrenta um horizonte incerto. REUTERS/Christian Hartmann

Aqui em França caminha-se a largos passos para as presidenciais de finais de Abril e início de Maio, a fase de pré-campanha estando mais do que lançada com o seu lote de revelações assassinas: vimo-lo nos últimos dias com o caso "Penelopegate" que coloca em sérias dificuldades o candidato de direita François Fillon, cuja mulher é acusada de ter auferido cerca de 900 mil euros com empregos fictícios.

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Muitos comentários vêm de todos os lados exceptuando da extrema-direita, cuja candidata Marine le Pen é acusada de ter pago a sua assistente com fundos do Parlamento Europeu, um escândalo por enquanto quase totalmente ocultado pela deflagração das revelações em torno da esposa mas também de dois dos filhos de François Fillon.

Do lado da esquerda, o cenário é igualmente incerto com o socialista Benoît Hamon a ter a dura missão de reunir o máximo de apoios, depois de ter vencido a primária da esquerda, se quer estar na segunda volta das presidenciais. Esta tarefa afigura-se difícil com a concorrência de Jean-Luc Mélenchon na extrema-esquerda e também e sobretudo a concorrência de Emmanuel Macron que recolhe muitos apoios na ala mais à direita dos socialistas, muitos sendo aqueles que consideram irrealista o projecto de rendimento universal proposto por Benoît Hamon. Este é o panorama político que analisamos com Felício Manu, politólogo de origem angolana residente aqui em França.

 

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